Pedofilia, estupro e assassinato: La bestia, o maior serial killer da história.

Luis Garavito — também conhecido como “La Bestia”, ou, “A Besta” — foi um estuprador e serial killer que, ao longo de vários anos, espalhou caos e terror na Colômbia. Em 1999, quando foi preso, confessou ter assassinado em torno de 140 rapazes e violado outros 200.

Luis Alfredo Garavito nasceu em 25 de janeiro de 1957, em Génova — cidade localizada no sul de Quindío, na Colômbia. Fazia parte de uma grande família, sendo o mais velho dos sete filhos do casal Rosa Delia Cubillos e Manuel Antonio Garavito. O rapaz cresceu em um ambiente muito pobre e violento, tendo sido criado de modo cruel pelo pai — que contava com o esteriótipo alcoólatra e agressivo. Aparentemente, o menino era vítima de violência física e psicológica por parte do mesmo, sendo constantemente abusado — Garavito também não recebeu nenhum tipo de afeto por parte de sua mãe.

Juntamente com sua família, ainda quando criança, teve que se mudar às pressas para outra cidade, por conta dos conflitos sangrentos de guerrilhas armadas proveniente do tráfico de drogas — o que era comum naquela época colombiana. No decorrer dos anos, passou a sofrer bullying na sua nova escola, em razão do seu péssimo desempenho escolar, fruto de dificuldades em memorização — fato esse que lhe tornou uma criança extremamente tímida e introspectiva.

Um dos maiores traumas de Garavito foi ter presenciado a sua mãe sendo espancada em plena gravidez. O jovem afirmou que seu pai sempre gritava à sua mãe: “eu te tirei da lama, sua vagabunda!” — como se isso já não fosse o suficiente, seu pai lhe abusava sexualmente. “Não me lembro do meu pai dormindo com a minha mãe. Apenas me lembro de, à noite, eu ter acordado com ele deitado ao meu lado, acariciando minhas partes íntimas.”— afirmou ele.

Mas, as tragédias ocorridas na infância de Garavito não possuíam limites. Um amigo do seu pai, dono de uma farmácia perto de sua casa, lhe torturava e abusava sexualmente quando o menino ainda tinha doze anos. Ele afirmou que o sujeito mordia seu pênis e suas nádega, além de despejar cera quente em seu corpo. Relatou ainda que era amarrado em uma cama e obrigado a práticas sexuais inenarráveis. Garavito descreveu ainda, outros episódios de abusos sexuais — alguns deles praticados, novamente, por outro amigo de seu pai. Após os diversos abusos, os danos psicológicos provenientes de tais experiências traumáticas já eram definitivos, era o início de uma intensa e extensa carreira criminosa.

Durante sua vida adulta, Garavito não manteve emprego fixo e nem relações concretas com alguém. Tornou-se assim como seu pai, alcoólatra e violento, o que dificultava a estabilidade em um abiente de trabalho. Foi por volta dos anos 90 que Garavito iniciou sua carreira criminal, torturando, estuprando e assassinando crianças — todas do sexo masculino. Durante essa época, vendia imagens do Papa João Paulo II e do Ninõ del 20 de Julio (imagem infantilizada de Jesus). Seu método era quase sempre o mesmo: passeava por praças de zonas periféricas, escolhia a criança — entre 8 e 16 anos —, iniciava uma conversa com a vítima, lhe ofericia dinheiro, e a convidava para passear. A partir do momento que o jovem se cansava de passear, Garavito o levava para um lugar desocupado, amarrava suas mãos e o violentava sexualmente. Após isso o estuprador, provavelmente tomado por um forte sentimento de culpa, passava a tortura-lo e espanca-lo. Além disso, quebrava as mãos da criança mediante pisadas violentas com seus pés, e com forte chutes, as costelas. Mas o sofrimento do pequeno ser inocente não parava por aí. Com uma faca, a Besta mutilava os dedos, amputava as mãos, arrancava os olhos e as orelhas da vítima. Finalmente, degolava a criança — ainda com vida.

As diversas faces assumida pela Besta.

O que chamou a atenção da polícia foi o fato de Garavito realizar anotações sobre a data, a hora e o local do homicídio — logo após realizar tais atos. Investigações concluíram que a crueldade do seu modus operandi foi piorando gradativamente, já que no início não era tão desumano com suas vítimas. No decorrer da sua vida criminosa, além da descrição anterior, a Besta costumava abrir cortes profundos na barriga das crianças — à fim de avistar seus sistemas digestivos —, tudo em nome do sofrimento alheio. Foi concluído que Luis Garavito estuprou e assassinou 111 crianças entre os anos de 1992 e 1999. Estima-se, contudo, que o número de vítimas tenha ultrapassado 300. Por todos os crimes cometidos, Garavito foi condenado à pena máxima existente na justiça colombiana: 40 anos de prisão (art. 37, 1, da Ley 599/2000: “la pena de prisión tendrá una duranción máxima de cuarenta (40) años”). Muitas pessoas realizaram protestos e exigiram a prisão perpétua e a pena de morte da “Besta”, embora não aplicáveis na Colômbia. Para a indignação e rejeição da opinião pública, a sentença foi reduzida para 24 anos, em virtude da colaboração do homem com as autoridades locais na localização dos corpos de algumas vítimas.

Durante o comprimento de sua pena, a Besta tentou se matar diversas vezes. Esse fato fez com que o homem fosse transferido diversas vezes para outros presídios, deixando-o sempre em uma cela individual — isolado de outros detentos.

A saída de Luis Alfredo Garavito está prevista para este ano (2021). O homem afirma que pretende seguir carreira política e direcionar seus esforços para combater a exploração sexual infantil.

Garavito durante uma entevista concedida a um jornal.

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