Caso Vitória Gabrielly


Em 8 de junho de 2018, Vitória, de 12 anos, saiu de casa para andar de patins e seu corpo só foi encontrado oito dias depois.

A menina morava com a mãe e dois irmãos, em Vila Nova, Araçariguama, município de São Paulo. Seus pais são separados. A mãe, Rosana Guimarães, é professora. O pai, Luiz Alberto Vaz, trabalhava em uma empresa de segurança.

Rosana diz que o sonho de Vitória era ser modelo e atriz de telenovela. Sua favorita, ainda segundo a mãe, era “Poliana”, tanto que, no dia do desaparecimento, na hora em que a novela começou, a garota não estava em casa, foi aí que Rosana se deu conta de que algo estava errado.

A jovem era muito bonita e vaidosa. O pai conta que sempre conversou com a filha, para orientá-la. Dizia para tomar cuidado na rua, não olhar para os lados e, assim, ignorar os constantes assédios que sofria.

Vitória sempre mostrou carinho por amigos e pelos pais, era uma jovem engraçada, divertida, feliz. No celular da garota, tinham diversos vídeos dela cantando, rindo, além de fotos com seus amigos.

Segundo o boletim de ocorrência, registrado em 9 de junho, um dia após seu desaparecimento, Vitória teria saído por volta das 13h30, para andar de patins em um local não muito longe de onde morava.

Sua mãe, ao chegar em casa no fim da tarde, não encontrou a filha. Resolveu, assim, bater na porta da tia, pois a garota costumava ir para lá. Infelizmente, Vitória não estava. Foi então que familiares e amigos começaram a procurar a jovem por todo lado. O caso comoveu diversos moradores da região, que se prontificaram em ajudar na busca.

O sumiço da jovem começou a ser divulgado nas redes sociais. Em pouco tempo, o caso já era conhecido pelo Brasil todo. Cerca de 30 veículos foram adesivados, com o rosto de Vitória, como forma de ajuda.

Oito dias depois do desaparecimento, em 16 de junho, seu corpo foi encontrado ao lado dos patins, nas margens de uma estrada rural, em um bairro chamado Caxambu. Ao olhar para o cadáver, se via claramente que a jovem havia sido morta no dia de seu desaparecimento.

O sepultamento da menina foi grande, cerca de 2 mil pessoas acompanharam de perto seu enterro. No entanto, sua mãe passou mal no dia e não pôde comparecer na cerimônia.

Três pessoas foram indiciadas por homicídio doloso, suspeitas de terem matado a jovem. Um servente de pedreiro, Júlio César Lima Ergesse, e o casal Mayara Borges e Bruno Marcel.

Júlio chegou a dizer que esteve com Vitória no dia de seu desaparecimento, sendo, então, preso. Conforme o tempo ia passando, ele contava diversas versões sobre o caso, apontando locais por onde a garota poderia ter passado, citando, inclusive, uma cidade vizinha, Mairinque.

Ele diz que foi à Araçariguama com Bruno e Mayara, em busca de drogas, mas ao chegar lá, o casal foi cobrar uma dívida. Então, Júlio diz ter sido deixado em uma rua, na volta de Mairinque, enquanto a dupla seguiu caminho, com a jovem ainda dentro do carro.

Segundo a polícia civil, Júlio, Bruno e Mayara tiveram participação no crime. Acredita-se que a motivação para o ato teria sido vingança, pela forma que seu corpo foi encontrado, indicando violência. Inclusive, Vitória foi, possivelmente, morta por engano, por ter as mesmas características físicas que a irmã de um traficante.

Júlio foi condenado a 34 anos de prisão. Como o processo corre em sigilo, não há informações sobre o julgamento de Bruno e Mayara.

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