Danny Rolling – A história que se tornou um marco na cultura pop.

Danny Rolling sendo detido.

Em 26 de maio de 1954, em uma cidade chamada Shreveport, Louisiana, o casal James e Claudia Rolling traz ao mundo indesejadamente seu primogênito Danny Harold Rolling.

Danny tinha tudo para se tornar um típico estudante estadunidense, se não houvessem os constantes abusos de seu pai. Com apenas um ano de idade, Danny sofria agressões paternas por ter pequenas dificuldades ao engatinhar. As agressões não se tornaram mais brandas com o tempo, chegando a piorar com o nascimento do seu irmão caçula, Kevin Rolling.

Família Rolling.

Claudia Rolling não se mantinha calada perante o comportamento abusivo de seu marido. Por diversas vezes, ela tentou se divorciar de James, porém sendo um ex-militar, ele nunca permitiu e usava além de ameaças, contatos para mantê-la casada consigo. Com os constantes abusos sofridos, seria uma questão de tempo até que Claudia começasse a sofrer com surtos psicológicos, sendo até mesmo internada por algum tempo, pois tentou se suicidar. Assim, antes dos 10 anos de idade, a vida de Danny já havia se tornado insuportável.

O futuro serial killer inicialmente buscava refúgio na música, e aos 11 anos aprendeu a tocar guitarra e se tornou cantor de hinos, porém não foi o suficiente. Tendo um grave complexo de inferioridade e tendências agressivas, ingressou no álcool e nas drogas cedo, achando ali o porto seguro que a música não trouxe. Em sua desesperada busca por paz e conforto, Danny iniciou uma carreira militar, tornando-se um membro da aeronáutica, porém sua carreira foi curta, sendo expulso por ser pego utilizando uma quantidade significativa de substâncias alucinógenas.

Na tentativa de esquecer seus traumas, Danny, aos 23 anos decidiu se casar e viver uma vida relativamente “normal”. Infelizmente o plano não funcionou, e em uma briga com sua esposa, a ameaçou de morte, culminando assim no seu divórcio. Fora de si e tomado por um ódio imenso, ele estuprou uma mulher que lhe trazia vagamente a lembrança de sua ex-esposa e, no mesmo ano, assassinou uma jovem por um leve acidente de trânsito.

Entre os anos 70 e 90, Danny já havia se perdido totalmente, cometendo uma série de roubos e pequenos delitos. Pouco antes de 1990, Tom Grissom não poderia prever as consequências que viriam por demitir um funcionário temporário, e elas foram graves. Tom foi assassinado por Danny, mas não antes de ver sua filha Julie e o sobrinho dela, Sean, serem mortos na sua frente.

Em maio de 1990, Danny seguiu até sua cidade natal, onde tentou assassinar seu pai com tiros. James sobreviveu, mas os ferimentos lhe causaram a perda de um olho e uma orelha. Sendo procurado pela polícia, Danny Harold Rowling se tornou Michael Kennedy Jr. e com esta nova identidade se mudou para a cidade que o tornaria famoso: Gainesville, Florida.

Sonja Larson e Christina Powell, duas estudantes da Universidade da Flórida, chamaram a atenção de Danny. O assassino seguiu a dupla até a residência que compartilhavam e as atacou, amarrando ambas e usando fita para fechar suas bocas. A primeira vítima foi Sonja, que foi estuprada, esfaqueada e morta. Mas Danny não satisfeito, violou o corpo sem vida da jovem e como troféu removeu um de seus mamilos. No dia seguinte, as atenções do serial killer se voltaram para Christina, que sofreu os mesmos abusos e agressões que sua já falecida colega de quarto, a única diferença é que Danny resolveu decapitá-la.

Antes da polícia terminar o trabalho pericial na primeira cena do crime, um ligação informou que Christa Hoyt, de 18 anos, não apareceu no seu trabalho, e em seu apartamento o corpo fora encontrado, decapitado e com o mamilo retirado, da mesma maneira que as primeiras vítimas. O modo que o cadáver foi encontrado demonstrou que um serial killer estava à solta. Em apenas 12 horas, 3 vítimas foram encontradas, o que levou a polícia a criar uma força tarefa com mais de 150 detetives atrás do estripador de Gainesville.

Danny e suas vítimas mais brutais.

A notícia dos assassinatos se espalhou mais rápido do que as autoridades gostariam, pois Gainesville era uma pequena cidade, onde acontecimentos com esse nível de brutalidade não poderiam passar despercebidos pelos moradores. Mergulhada em pânico, uma instituição de ensino tentou manter o seu devido funcionamento, porém mais de 700 estudantes universitários deixaram de comparecer a Universidade da Flórida e os poucos corajosos que ainda frequentavam as aulas, sempre andavam armados com tacos e bastões.

As duas últimas vítimas da carreira de horror de Danny foram Tracey Paules e Manuel Taboada, estudantes de 23 anos, ambos os jovens perderam suas vidas, mas não foram multilados. A polícia, por mais que tentasse, não conseguia encontrar o serial killer, que utilizava a experiência militar de seu pai somada a sua para se esconder com maestria.

Após roubar um supermercado, Danny foi capturado e preso. Durante seu tempo de reclusão a policia notou que os assassinatos pararam, e ligando o assassinato da familia Grissom em Shreveport à Danny, conseguiram identificá-lo como o “Estripador de Gainesville”. Danny inicialmente não negou sua participação em todos os crimes que foi acusado, e não recorreu ao argumento de que não estava em plenas faculdades mentais, ao ser entrevistado Danny disse a seguinte frase: “Não era isso que eu queria, mas essa é a estrada diante de mim agora, e vou andar nela feito homem!”.

Após ser condenado a pena de morte, Danny voltou em sua palavra e se declarou inocente das acusações, porém sua sentença já havia sido decidida no dia 20 de abril de 1994. Após 15 anos de recursos legislativos indeferidos, a pena final foi aplicada e Danny foi executado no dia 25 de outubro de 2006.

Kevin Williamson, escritor e roteirista habilidoso, se baseou nos atos do Estripador de Gainesville para escrever o grande sucesso da cultura pop “Scream” ou “Pânico” em português.

Personagem fictício baseado em Danny.

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