Fã da franquia “Olhos Famintos” confessa ter decapitado mãe por ela ter aparecido com exorcista em casa.

A imprensa australiana apelidou a mulher responsável pelo crime de “filha demônio”

Jessica Camilleri, 27 anos, moradora de Sydney na Austrália, sempre gostou de filmes de terror, incluindo a franquia de filmes “Olhos Famintos” (Jeepers Creepers). Na história, uma criatura demoníaca comedora de carne humana, conhecida como “Creeper”, devora pessoas para substituir suas próprias partes do corpo.

Obcecada por longas-metragens de terror, Jessica Camilleri fazia constantes postagens no Facebook, falando sobre filmes como “O Massacre da Serra Elétrica” (The Texas Chain Saw Massacre), que ela descrevia como um de seus filmes favoritos. Ela descrevia que se identificava com a maneira pela qual o assassino Leatherface matava as pessoas, com violência e desmembrava seus corpos.

A mãe de Jessica, Rita Camilleri, de 57 anos, preocupada com o comportamento obsessivo e obscuro da filha já havia tentado diversas alternativas para que sua filha se livrasse do comportamento agressivo e antissocial, cada vez mais preocupada, passou a agir de forma protetora e ao mesmo tempo desesperada, já que isso atrapalhava a filha nos relacionamentos sociais.

Como última alternativa, Rita pagou AUS$2.500,00 (dois mil e quinhentos dólares australianos), cerca de R$9.600,00 (nove mil e seiscentos reais) para que uma religiosa expulsasse o demônio do corpo de sua filha Jéssica.

Essa atitude da mãe desagradou e muito Jéssica, e muito provavelmente foi o estopim que desencadeou seu acesso de fúria incontrolável no último dia 21 de julho de 2020. Após intensa luta corporal, Jéssica esfaqueou a mãe até que seus olhos saltassem para fora do rosto e sua cabeça fosse decapitada.

Vizinhos ouviram os gritos aterrorizantes de Rita suplicando por misericórdia, antes do golpe final que tirou sua vida e chamaram a polícia. Quando os policiais chegaram ao local se depararam com uma cena digna de filmes de horror, a cabeça decapitada e completamente desfigurada de Rita foi encontrada na calçada perto de sua casa, em frente à casa de um vizinho. O restante do corpo foi encontrado em partes no chão da cozinha, incluindo a ponta do nariz, olhos e língua.

Jéssica foi localizada ainda em frente à casa, completamente coberta de sangue balbuciando palavras sem sentido e se declarando inocente do assassinato de sua mãe. Apesar da cena inconteste do crime, inicialmente ela dizia aos policiais que não havia assassinado sua mãe. Ela estava segurando uma garrafa de água.

Os advogados de defesa alegaram no tribunal que Jéssica é portadora de doença psiquiátrica que causou um surto e sua desconexão com a realidade no momento do crime.

Em depoimento, uma vizinha declarou: “Rita estava tão desesperada para ajudar a filha, que pagou um médium para tirar o demônio dela. Ela havia levado a filha em uma comunicadora espiritual porque estava desesperada por qualquer coisa que pudesse ser feita para ajudar”.

No tribunal, em seu depoimento de audiência preliminar, Jéssica chegou a contar com frieza e com detalhes o crime: “Eu continuei esfaqueando, esfaqueando e esfaqueando, arrancando sua cabeça’”, disse ela ao juiz. O promotor acrescentou: “Pouco depois da chegada dos policiais, Jéssica confessou ter esfaqueado a mãe e apontou para a direção de onde a cabeça estava, na calçada da casa vizinha”

Em continuidade ao seu polêmico depoimento no tribunal, Jéssica disse que “Queria dar a sua mãe um gostinho de seu próprio remédio. E que havia levado a cabeça da mãe para mostrar aos vizinhos”.

Foi apurado que na noite do terrível homicídio, Jessica ligou para os serviços de emergência e disse que estava agindo em legítima defesa. Ela alegou que sua mãe a agarrou pelos cabelos, arrastou-a para cozinha e tentou esfaqueá-la primeiro. Várias facas foram encontradas na cena sangrenta, algumas das quais estavam com pontas e cabos quebrados. Ao todo foram desferidos 85 golpes de faca em Rita Camilleri.

Em depoimento a irmã de Jéssica, Kristy Torrisi, disse: “Ela gostava de filmes de terror onde havia matança. Voltava e revia diversas vezes certas partes dos filmes, principalmente as cenas de morte e tortura”.

Havia denúncias anteriores dando conta de que Jessica Camilleri gostava de ligar para estranhos, para fazer ameaças de morte contra eles. Sem se identificar ela dizia que iria cortar a cabeça da pessoa com uma faca.

O juiz do caso deu uma declaração dizendo que disponibilizará serviço psicológico para os jurados do caso, porque segundo ele, depois de ouvir “provas de um crime tão angustiante, as pessoas podem permanecer com estas imagens na mente por muito tempo após o julgamento”.

Ele também declarou que houve dificuldade para selecionar jurados par o caso, “uma quantidade enorme de gente disse que simplesmente não poderia comparecer a um julgamento como o de Jéssica”. O julgamento está marcado para fevereiro de 2021, no tribunal do júri, e a assassina se condenada, pode pegar pena de prisão perpétua pelo crime praticado.

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