As pequenas vítimas de um dos massacres mais mortais dos Estados Unidos.

No dia 14 de dezembro de 2012, diversas crianças que estudavam na Sandy Hook estavam acordando cedo para ir à escola. Mas, infelizmente, 20 crianças e 6 adultos nunca mais voltaram para casa.

Adam Lanza, de 20 anos, acordou e foi até o quarto de sua mãe armado, se aproximou dela e disparou quatro tiros, que atingiram sua cabeça. Após isso, foi armado para a escola Sandy Hook, localizada nos Estados Unidos.

Chegando lá, o assassino entrou na escola e atirou em 20 crianças e 6 adultos. 13 das crianças atingidas foram encontradas mortas espremidas dentro de um banheiro minúsculo. Por fim, cometeu suicídio.

Uma dessas vítimas era o pequeno Dylan Hockley, de 6 anos. Ele tinha autismo, então quando o massacre aconteceu, ficou assustado e correu para os braços de sua professora, pois era sensível à estímulos sensoriais e não suportava o barulho dos tiros. Infelizmente, Adam Lanza entrou e atirou nele e na professora.

Nicole Hockley soube do massacre, e foi direto para a escola desabando aos choros. Ela conta que uma das felicidades dela foi ter encontrado o seu filho mais velho vivo, mas não estava encontrando seu filho mais novo, Dylan.

Então, Nicole foi convidada a ir até uma sala dos fundos do corpo de bombeiros, e esperou. Ela diz que sentiu uma agonia enorme, e mais tarde teve a confirmação de que o pequeno estava morto.

Dylan Hockley foi encontrado morto nos braços de sua professora Anne Marie Murphy, que também morreu ao tentar salvá-lo. O pequeno amava sua professora, até tinha uma foto com ela colada na geladeira.

”Quando minha linda borboleta Dylan foi assassinada em sua classe da primeira série, na Escola Primária Sandy Hook, precisei de toda a minha força para estar ao lado de Jake, meu filho mais velho que sobreviveu ao tiroteio. Havia dias em que a dor era tão avassaladora, que eu não conseguia suportar a ideia de sair da cama. Mas, apesar da dor excruciante, do medo e da perda, eu ainda tinha um trabalho essencial a fazer. Porque eu sou mãe. Jake estava na terceira série quando a tragédia aconteceu, e precisava de sua mãe mais do que nunca, depois de perder seu irmão e melhor amigo em um dos piores tiroteios em escolas de nosso país. Ele estava confuso, triste, com raiva e precisava de ajuda para entender sua nova realidade, e também para lamentar a morte de seu irmão. Como mãe e pai, atender às necessidades do meu filho estava em primeiro lugar.” – Nicole Hockley.

Leonard Pozner, pai da vítima Noah de apenas 6 anos, teve que lutar contra teorias que o massacre nunca havia existido, e que todos eram atores pagos. Ele foi ameaçado por diversas pessoas, e teve que publicar o certificado de morte de seu filho, relatório da autópsia e boletins escolares, mas isso não foi o suficiente.

O mesmo conta que estava na academia treinando, e quando terminou, pegou o celular e tinha diversas mensagens dizendo que havia acontecido um massacre na Sandy Hook. Ele foi correndo para a escola, encontrou suas duas filhas, Arielle de 6 anos, que era irmã gêmea de Noah, e Sophia, ambas conseguiram escapar do massacre.

Mas não encontrava Noah, então foi encaminhado para uma sala nos fundos, onde estava o corpo de bombeiros. “Foi uma agonia. Até que uma assistente social com uma lista de vítimas, acompanhada por um policial, leu o nome de meu filho, falou que estava morto e foi embora. De maneira muito direta e abrupta. Fiquei em negação, estávamos em choque.”

A família Pozner já chegou a ser ameaçada de morte em 2017 por Lucy Richards, que chegou a pegar 5 meses de detenção. Ela fez isso porque alegava que a história de Sandy Hook era uma farsa.

Algumas pessoas chegaram a criar sites e canais no YouTube dizendo que o massacre era uma farsa, chegaram até mesmo a aparecer em programas de televisão. Segundo a Uol, Leonard contou que recebeu visitas frequentes de autoridades em sua casa, para investigar se Noah realmente havia morrido. Há policiais simpatizantes com as teorias de conspiração, que chegaram a divulgar informações pessoais de sua família, os colocando em risco.

“Minha responsabilidade como pai é proteger meus filhos. Não somente a memória de Noah, mas também proteger suas irmãs desses predadores que não têm limites nem empatia”.

Jeremy Richman, pai de uma das vítimas, Avielle de 6 anos, cometeu suicídio em 2019 em seu escritório. Jennifer Hensel, a esposa dele, disse que seu marido “sucumbiu à tristeza” pela morte de sua filha.

O massacre também afetou amiguinhos de cada vítima, como é o exemplo de Jack Pinto, de 6 anos, que foi uma das vítimas morta a tiros na Sandy Hook por Adam. O seu amigo escreveu uma carta para ele.

“Jack,
Você é meu melhor amigo.
Nos divertimos juntos.
Vou sentir saudades.
Eu falarei com você em minhas orações.
Eu te amo Jack.
Amor, John”

Ele sente saudades todos os dias de Jack.

Daniel Barden, de 7 anos, foi outra vítima do massacre. Ele estudava na sala do seu melhor amigo e vizinho Kyle, que sobreviveu ao massacre. Os dois eram inseparáveis e, segundo a irmã de Kyle, ele não gosta muito de falar de Daniel, mas guarda uma caixa com uma foto dos dois, e tem um bracelete escrito “O que Daniel faria?”

A Netflix lançou um curta metragem emocionante chamado “Se acontecer…te amo.”, que mostra como um massacre escolar afeta a vida de cada pessoa sobrevivente, focando principalmente nos pais que perderam seus filhos nessas tragédias.


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