Javed Iqbal: Dissolvedor de Anjos

Javed Iqbal foi considerado o pior serial killer da história paquistanesa, por conta de suas crueldades cometidas contra aproximadamente 100 crianças.

Javed Iqbal Mugha nasceu dia 8 de outubro de 1956. Cresceu em ShadBagh, em uma das vilas que seu pai tinha, entretanto, como era filho de um comerciante bem sucedido, diziam que até sua adolescência foi um garoto mimado, tendo tudo o que queria.

Em sua adolescência, ele teve apenas amigos homens e usava como forma de aproximação o dinheiro, sempre dando presentes caros para os rapazes. Isso acabou gerando na família uma certa desconfiança sobre sua sexualidade, por isso o garoto passou a ser visto com maus olhos.

Na faculdade, se formou em engenharia química e já tinha seu próprio negócio no mercado do aço. Nessa loja, ele contratava apenas garotos jovens e de baixa renda para que pudesse pagar pouco e ajudar na estadia.


Em 1990, o pai de um dos funcionários acusou Javed de praticar sodomia com seu filho. A polícia foi atrás de Javed e não o achou, levando, então, seu pai e seus dois irmãos, na tentativa de fazê-lo aparecer. Porém, os que estavam sob custódia permaneceram por 7 dias na prisão. A polícia, vendo que a tentativa usando sua família não havia funcionado, resolveu levar um dos seus funcionários e horas depois o homem apareceu.

Anos depois, logo após a morte de seu pai, Javed herdou parte da herança milionária e usou para expandir seus negócios, além de sua loja de aço, abrindo diversos investimentos, incluindo um fliperama.


É contado que Javed assediava garotos neste fliperama, em uma espécie de emboscada. Ele deixava dinheiro cair no chão, o menino achava e o mais velho dizia que o menor estava roubando. Com a acusação feita, ele levava a criança que tinha pego o dinheiro para uma sala separada e usava daquela oportunidade para apalpar os garotos que o seguiam até lá. O dinheiro acabava ficando com os meninos, pois sempre se diziam pobres.


Além dos assédios acontecidos, o fliperama foi o primeiro da cidade, então muitas crianças gostavam de frequentar. Diziam que Javed cobrava preços absurdamente baratos pelas fichas e, caso achasse o garoto atraente, dava-as gratuitamente.

Mesmo com as desconfianças sobre sua sexualidade, Javed se casou com a irmã de um dos seus funcionários, porém, não existem muitas informações sobre o casamento, só é dito que durou meses.


Um tempo depois, já em 1998, outra denúncia foi feita. Dessa vez, um vendedor de peixes acusou Javed de sodomizar dois de seus dezesseis filhos, enquanto estava armado, além de dizer que ele pagou cerca de 113 rupias para que os garotos voltassem ao mesmo lugar depois.
A polícia fez uma emboscada no local marcado e levou Javed. Durante o julgamento, ele foi liberado após pagar uma fiança e o juiz determinar que ambos os lados entrassem em acordo, além de que não teria nenhuma testemunha para depor no tribunal, afim de esclarecer os fatos para seguir com a investigação.


Em setembro do mesmo ano, Javed e um funcionário foram agredidos por mais dois rapazes que trabalhavam para ele. Além de roubarem aproximadamente 8 mil rupias, a agressão foi tão grave que Javed chegou a ficar 22 dias internado e inconsciente. Durante esse tempo sua mãe veio a falecer por não aguentar ver o filho naquela situação. Para pagar o tratamento, sua família vendeu alguns bens de Javed, pois, não queriam gastar o próprio dinheiro com o homem, inclusive em nenhum momento foram o visitar no hospital.

Acredita-se que fora ali que sua sede por sangue começou como forma de vingança. Porém, existem muitas versões dessa história que fazem desacreditar que esse seja o ponto de partida para sua jornada considerada psicótica.


Após acordar, fora procurado pela polícia e pensou que era para dar continuidade a investigação de roubo, mas, era justamente o oposto. Enquanto estava em coma, uma outra vítima juntou sua família e contou que os dois rapazes que o roubaram e agrediram, estavam apenas se defendendo de uma tentativa de abuso que sofreram por parte de Javed. Ele negou e foi solto após pagar fiança.

Em 1999, a polícia e um homem que trabalhava para o jornal local receberam cartas em que Javed Iqbal era o remetente. Nessas cartas, ele admitia ter matado 100 rapazes, em um período de 6 meses, com o mesmo modus operandi. Ele atraía suas vítimas, estuprava, estrangulava, desmembrava, os restos deixava em barris com ácido clorídrico e, o que sobrava, jogava em um rio. Na carta, ele também falava que suas vítimas eram órfãs ou crianças abandonadas e que, se quisesse, poderia matar mais 400 e não o descobririam, pois a polícia era “inútil’.

Quando chegaram na casa de Javed, encontraram diversas provas que o incriminavam, incluindo sangue espalhado pelo chão, a corrente que usava para estrangular suas vítimas, fotos e dois barris com restos mergulhados em ácido.
No local, também foi achado um diário em que todos os assassinatos foram detalhados minuciosamente por Javed.

Três comparsas menores de idade foram presos e Javed ficou foragido. Após alguns dias, um dos comparsas foi morto sob custódia da polícia, depois de se jogar da janela da delegacia.

Javed foi preso após ir até um escritório jornalístico e pedir para chamar as autoridades, para ter certeza de que não iria morrer pela polícia até ter um julgamento. Durante o interrogatório, Javed confirmou tudo sobre as acusações do caso, mas, ao ir ao tribunal negou, dando justificativas completamente diferentes. Inclusive, ele afirmou que, durante o interrogatório, havia sido coagido pelos policiais a mentir.
Disse também que, se procurassem pelas crianças, as encontrariam vivas. Ele alegou que o sangue espalhado pelo chão não era humano e nem os restos que estavam no ácido, falou também que pagou para as crianças apenas deixarem tirar fotos de seus rostos e depois as mandava embora. Como justificativa para as acusações, disse que havia feito tudo isso apenas para alertar as pessoas sobre suas crianças, para ficarem atentas à elas, pois, os pais estavam muito “relaxados” com seus filhos.


O tribunal não acreditou no seu depoimento e o condenou a morrer da mesma maneira que matava suas vítimas. Seu comparsa mais velho, de 17 anos, também foi condenado a morte e o outro foi condenado a 63 anos de prisão.

Em 2001, antes da morte de Javed e seu comparsa, ambos foram encontrados mortos dentro de suas celas. A princípio, a causa da morte foi dada como suicídio, mas, ao fazer a autopsia, foi descoberto que eles foram espancados e já sangravam quando morreram.


Existem muitas pessoas que acreditam que realmente foi suicídio, mas, outras provas levam até um possível suicídio forjado. Na época em que recebera a herança de seu pai, Javed criara também um jornal em que expunha diversos casos de corrupção dentro da polícia. Sua morte poderia ser vingança de alguns policiais que foram expostos.


Anos depois de sua morte, aproximadamente 30 crianças que foram dadas como mortas pelas mãos de Javed reapareceram bem. As famílias foram coagidas a ficar em silêncio, sem contar para ninguém do reaparecimento de seus filhos e de terceiros, sendo que essas reaparições só foram registradas, oficialmente, na polícia meses depois da prisão de Iqbal.

E você? Qual história você acredita que seja a verdadeira? Javed Iqbal é culpado ou foi morto injustamente?

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