Conheça os casos criminais que serviram de inspiração para Mindhunter.

Presente na plataforma de streaming Netflix, Mindhunter é um famoso seriado de televisão baseado em um livro homônimo e estreado em outubro de 2017. Em dezenove episódios, divididos em duas temporadas, a série nos mostra vários casos criminais, e hoje veremos aqui quais deles foram inspirados em crimes da vida real. Então, se prepare e adicione Mindhunter à sua lista de interesses.

Charles Manson

Natural de Ohio, Estados Unidos, Charles Milles Manson ficou conhecido por ter liderado uma seita formada na década de 1960, no estado da Califórnia. Nomeado “Família Manson”, o grupo se envolveu em homicídios a mando de Charles, que foi condenado em 1971 por assassinato e conspiração para cometer assassinato de sete pessoas. Falecido em 2017 por causas naturais, Charles Manson é interpretado por Damon Herriman, conhecido por interpretar o mesmo personagem no filme “Era Uma Vez em… Hollywood”, dirigido por Quentin Tarantino.

Charles “Tex” Watson

Charles Denton Watson é um homicida norte-americano que fazia parte da Família Manson. Foi condenado pelos assassinatos de Sharon Tate, Jay Sebring, Abigail Folger, Steven Parent, Wojciech Frykowski, Leno LaBianca e Rosemary La Bianca, acontecidos nas noites de 9 e 10 de agosto de 1969, em Los Angeles. Naquela noite, seus cúmplices foram Susan Atkins, Leslie Van Houten e Patricia Krenwinkel, e o crime ficou conhecido como o “caso Tate-LaBianca”. Tex infligiu a maior parte dos golpes que causaram a morte das vítimas.

David Berkowitz

Denominado como “Assassino da Calibre .44” e “Filho de Sam”, Berkowitz é um assassino em série estadunidense que atuou entre julho de 1976 e agosto de 1977, na cidade de Nova Iorque. Ao ser detido no ano de 1977, David confessou seis assassinatos e sete tentativas, todos em posse de seu revólver Charter Arms Bulldog calibre .44. Porém, mais tarde, ele mudou sua versão, alegando que era o responsável pelos tiros em apenas duas ocasiões, onde matou três pessoas e deixou uma ferida, e quanto às demais vítimas, Berkowitz disse que foram atacadas por um culto satânico na qual ele fazia parte. Atualmente, ele continua preso, cumprindo sua pena de seis prisões perpétuas.

David Joseph Carpenter

Como um exemplo de motivos para você não andar só em lugares estranhos e vazios, temos David Joseph Carpenter. Preso em catorze de maio de 1981, foi acusado de perseguição, estupro e assassinato de diversos indivíduos em trilhas de parques estaduais próximos de São Francisco, na Califórnia. Sentenciado à pena de morte por fazer, pelo menos, dez vítimas de assassinato e estupro durante o período de dezenove de agosto 1979 à dois de maio de 1980, Carpenter continua no corredor da morte, depois de várias décadas.

Dennis Rader (BTK)

“Bind, torture, kill”, esse era o modus operandi de Dennis Lynn Rader, assassino em série estadunidense. “Amarrar, torturar, matar” era a sequência necessária para que ele fizesse mais uma vítima, e por conta disso recebeu (ou melhor, se deu) o nome de BTK. Rader era o tipo de cidadão que ninguém desconfiaria ser o culpado de um assassinato. Um homem acima de qualquer suspeita, que ajudava a igreja e os escoteiros, cometeu dez assassinatos entre as datas de quinze de janeiro de 1974 até dezenove de janeiro de 1991 e foi descoberto através de cartas que o mesmo enviara às autoridades e emissoras de rádio da cidade de Wichita, Kansas.

Ed Kemper

Edmund Emil Kemper III, assassino em série e necrófilo estadunidense, fez dez vítimas durante o período de 1964 à 1973, incluindo sua própria mãe. Diagnosticado com esquizofrenia paranoide após matar seus avós paternos aos quinze anos, Kemper não era considerado agressivo e não se mostrava como uma ameaça às vítimas, mirando costumeiramente em mulheres que pediam carona, atraindo-as para seu veículo, levando-as para áreas isoladas e, então, matando-as, antes de levar o corpo para sua casa para decapitar, desmembrar e violar os restos mortais. Em 1973, no julgamento, Edmund foi considerado são e culpado pelos assassinatos. Ele pediu que o sentenciassem à pena de morte, mas como na Califórnia esse meio de julgamento já havia sido suspensa um ano antes, ele foi preso, e assim segue até hoje na Instalação Médica da Califórnia, no Condado de Solano.

Elmer Wayne Henley Jr.

Henley teve parte em uma série de homicídios ocorridos em Houston, no Texas, na década de 1970, onde ao menos vinte e oito rapazes foram sequestrados, torturados, abusados e mortos por Dean Corll, após serem atraídos até sua casa, ou raptados pelo comparsa de Corll, David Brooks. Henley, aos dezessete anos, assassinou Dean a tiros, no dia oito de agosto de 1973. O caso que se tornou conhecido como Homicídios em Massa de Houston, considerado o caso mais mortífero de homicídios em série na história dos Estados Unidos, fez com que Elmer fosse detido e sentenciado à seis prisões perpétuas.

Gary Ridgway

Gary Leon Ridgway é o filho do meio de Mary e Thomas Ridgway, nascido em dezoito de fevereiro de 1949 e tendo uma infância e adolescência turbulenta enquanto crescido naquela família. Famoso sob o nome de “The Green River Killer”, Gary foi inicialmente sentenciado por quarenta e nove assassinatos, mas a fim de evitar a pena de morte, confessou mais de setenta homicídios, todos com vítimas mulheres, grande parte sendo adolescentes, habitantes do Condado de King, no estado de Washington, durante as décadas de 1980 e 1990. Seu primeiro crime foi aos dezesseis anos, quando levou um garoto de seis anos para a floresta e o esfaqueou nas costelas e fígado. O menino sobreviveu, e relatou que Ridgway foi embora dando risada.

Jerry Brudos

Jerome Henry Brudos possuia também os codinomes de “O Assassino da Luxúria” e “O Assassino do Fetiche de Sapatos”, porém, além de assassinar pessoas, ele praticava necrofilia com seus corpos. Apontado como responsável pelos assassinatos de Linda Slawson, Jan Whitney, Karen Sprinker e Linda Salee no período de um ano (1968-1969), em Oregon, Brudos desenvolveu uma espécie de tara por sapatos femininos aos cinco anos, quando brincou com um par salto alto encontrados em uma lixeira, além de possuir um fetiche por roupas íntimas femininas e alegava que roubava peças íntimas das vizinhas quando criança. Na ala psiquiátrica do Hospital Público de Oregon, para onde foi levado após ser preso aos dezessete anos, foi descoberto que suas fantasias sexuais eram originadas no ódio que sentia por sua mãe e mulheres em geral.

Montie Ralph Rissell

Como outros desta lista, Montie Rissell não é um dos mais conhecidos criminosos. Seus delitos envolvem o estupro de doze mulheres e o assassinato de mais cinco na Alexandria, Virgínia, onde morava, entre 1976 e 1977. Foi pego pela polícia e preso na Pocahontas Correctional Center. Hoje em dia tem sessenta e um anos e cumpre pena de prisão perpétua.

Paul Bateson

Culpado pela morte do jornalista Addison Verrill, Bateson atuou como figurante no filme “O Exorcista”, do diretor William Friedkin. As acusações surgiram depois que o filme foi lançado, e Paul foi condenado no ano de 1979. Na época, seu nome foi também ligado à morte de sete jovens gays que tiveram seus corpos mutilados e jogados dentro de sacos no Rio Hudson, em Nova Iorque, no início da década. Bateson foi sentenciado a cumprir vinte anos de pena pelo assassinato de Verrill, mas não conseguiu ter conexão provada com os outros crimes, embora tenha levado a fama por eles.

Richard Speck

Retratado também em outras produções como a série American Horror Story, Richard Benjamin Speck foi o autor de uma chacina em uma casa onde moravam nove enfermeiras na noite de catorze de julho de 1966. Completamente bêbado e portando um revólver e uma faca, Speck invadiu a residência, amarrou as mulheres, abusou delas e as matou uma a uma, com exceção de Corazón Amurao, de vinte e três anos, que conseguiu se esconder embaixo de uma das camas. Ao tentar cometer suicídio com um corte no pescoço, foi pego no hospital após um dos médicos tê-lo identificado através de sua tatuagem. Ele foi reconhecido por Corazón e sentenciado à cadeira elétrica em 1967, mas a pena de morte foi abolida pela Suprema Corte, fazendo sua pena mudar para quatrocentos anos de cadeia. Speck alegou inocência até o ano de 1978, quando confessou o crime para um jornalista. Veio a falecer em cinco de dezembro de 1991, por conta de um ataque cardíaco.

Robert Hansen

A lista de crimes de Robert Christian Hansen é um tanto extensa, contendo assassinatos, sequestros, estupros, roubos, fraude, posse ilegal de armas e incêndio criminoso, delitos cometidos entre 1971 a 1983. De tudo isso, o mais chocante era o modo que Hansen matava suas vítimas, que foram em torno de dezessete à vinte e um, aproximadamente: ele, sendo um exímio piloto e caçador, levava prostitutas e dançarinas até uma cabana na floresta, onde ele as mantinha como escravas sexuais por dias antes de soltá-las na floresta e caçá-las como animais enquanto as moças tentavam fugir. O mesmo denominava o ato como “Projeto Verão”. Ao confessar dezessete assassinatos, recebeu a penitência de prisão perpétua com mais quatrocentos e sessenta e um anos. Faleceu em vinte e um de agosto de 2014.

Wayne Williams

Nascido em vinte e sete de maio de 1958, Wayne Bertram Willians é um assassino estadunidense culpado por matar dois homens no ano de 1981, em Atlanta, Geórgia. Há também a conspiração de que ele tenha sido responsável por vinte e três de trinta homicídios de crianças ocorridos na temporada de 1979 a 1981. Wayne nunca foi julgado pela morte das crianças e segue mantendo sua inocência, mas cumpre prisão perpétua por seu crime confirmado.

William Henry Hance

Hance foi um soldado estadunidense e assassino em série do século XX. Acredita-se que ele tenha matado quatro mulheres dentro e nos arredores de bases militares americanas, e é conhecido por “Presidente das Forças do Mal” por conta de uma armação planejada por ele enquanto a Georgia passava por uma onda de assassinatos de mulheres no ano de 1978. Várias dessas vítimas foram mortas por um agressor apelidado de Stocking Strangler, e surgiu uma gangue, supostamente formada por sete homens brancos, denominada “Forças do Mal”, que dizia estar mantendo uma mulher negra como refém até que prendessem o responsável pelos crimes. Tudo isso para desviar a atenção do verdadeiro culpado: William Henry Hance. No final, descobriu-se que a gangue de sete homens brancos nada mais era do que um único homem preto, solteiro e de baixo escalão no exército. Foi morto por descarga elétrica na cadeira em trinta e um de março de 1994, condenado por três dos quatro assassinatos cometidos.

William Joseph Pierce Jr.

No intervalo de seis meses (junho de 1970 – janeiro de 1971), William Joseph Pierce Jr., também conhecido como Junior, tirou a vida de nove pessoas em três estados diferentes dos Estados Unidos. Preso após assaltar um posto de gasolina no dia oito de março de 1971, ele foi interrogado por várias horas, resultando na confissão de nove homicídios, onde ele utilizou de maneiras variadas para fazer suas vítimas. Pierce foi condenado e teve a sentença de várias perpétuas, vindo a refutar sua confissão em 1974 e todos os seus apelos posteriores para que um novo julgamento fosse feito foram negados. Ele morreu em trinta e um de maio de 2020 na cadeia, aos oitenta e oito anos.

Mesmo uns sendo mais bizarros que outros, concordamos que todos agiram de forma cruel. Espero que tenha gostado do artigo de hoje, e também que assista a série para conferir todos os papéis dos criminosos

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