O diário de Gizzel Ford

Gizzell tinha apenas 8 anos, quando foi encontrada morta, em 12 de julho de 2013, no apartamento em que morava com sua avó, Helen e seu pai, André, no Texas. Ela se mudou para lá com seus dois irmãos, poucos meses antes de ser assassinada.

André tinha alguns problemas de saúde e, portanto, precisava de cuidados especiais. Então assim, dona Helen ficou responsável por tomar conta tanto do pai, quanto das crianças.

Aparentemente, era um lar como qualquer outro, mas lá dentro, Gizzell Ford sofria coisas que ninguém poderia imaginar. Eram punições por ser uma “menina má”, que variavam de fazer agachamentos, a ficar sem água e comida. Caso as ordens não fossem obedecidas, os castigos aumentavam com perversidade. A garota era espancada e permanecia amarrada em sua cama.

A situação em que estava seu cadáver, quando foi achado, era precária. Haviam marcas em seus pulsos e tornozelos, mostrando que a garota foi amarrada por dias. Nas costas, o corte estava tão profundo, que era possível enxergar larvas. Todo seu corpo possuía marcas da violência que sofria diariamente.

No celular de André, foram encontrados vídeos da menina sendo torturada, fazendo agachamentos. Em outro vídeo, uma meia suja foi colocada em sua boca. Acredita-se que o pai, além de ser conivente com as torturas, ainda incentivava a avó a cometer mais atrocidades com a pequena Gizzell.

Um mês antes da garota ser encontrada morta, uma assistente social visitou a casa de dona Helen. A profissional não agiu como deveria e não relatou nada de anormal, mesmo notando as marcas dos abusos nos pulsos e tornozelos da menina.

Gizzell, no entanto, registrou em cada página de seu diário o que passava. Apesar de todos os maus-tratos, ela ainda não tinha perdido a esperança de um futuro feliz. “Eu serei uma jovem bela e inteligente, as pessoas dizem que eu sou inteligente corajosa e bonita.”, escreveu a menina.

A letra dela mudava conforme seu corpo ficava mais debilitado. No começo, encontrava-se uma caligrafia impecável, mas com o passar do tempo, mais precisamente uma semana antes de Gizzell morrer, não se conseguia entender nada, além de rabiscos.

“Eu odeio essa vida, eu realmente acho que sou uma idiota.”. Essa frase mostra que a garota estava psicologicamente afetada pela negligência que sofria, já não tinha tanta esperança, nem alegria de viver.

No tribunal, muitas pessoas se comoveram com o caso. Alguns até choraram ao ouvir frases escritas por Gizzell Ford, retiradas de seu diário. Ainda em julgamento, dona Helen alegou que a menina tentou esfaquear o pai e ameaçou o primo pequeno, por isso teve que amarra-la. No entanto, essa afirmação foi imediatamente desmentida pela acusação.

Helen alegava que era uma avó amorosa e cuidava muito bem da sua família, o que não seria diferente com Gizzell. Disse ainda que a menina se jogou propositalmente, o que resultou em sua morte. A avó foi condenada a prisão perpétua pela morte brutal da neta. André sofreu um ataque cardíaco e morreu na prisão.

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