Conheça o principal suspeito de ter sequestrado Madeleine McCann

Nesse ano, veio a público que a polícia tem um novo suspeito no caso de Madeleine McCann. Ele é Christian Brückner, um presidiário alemão de 43 anos, que recebeu um telefonema que durou das 19:22 as 20:20h, no dia do desaparecimento de Madeleine.

Christian estava na área da Praia de Luz, local onde também estava a família McCann. Ele morou em Portugal entre 1995 e 2007, e estava na longa lista de 600 pessoas investigadas pela polícia em 2007 — mas na época, ainda não era suspeito.

Christian possuiu um carro da marca Jaguar, que transferiu para o nome de outra pessoa no dia seguinte ao desaparecimento de Madeleine. Meses antes do sumiço, Christian se gabou de que “poderia transportar crianças” em sua van, ao pai de uma amiga.

O suspeito trabalhou na escola primária Grundschule Hohestieg, um funcionário local contou que as crianças chegavam na escola segurando pôneis e ursinhos de pelúcia, contando que Christian havia as presenteado. [Imagens dos cômodos de uma das casas de Christian]

Em uma casa na Alemanha utilizada por Christian, foram encontrados pendrives com mais de 8 mil arquivos de abuso infantil e, camuflado junto de um cachorro morto, roupas de crianças, incluindo peças de banho para meninas.

Uma garçonete, ex-funcionária de Christian em um quiosque no qual ele vendia bebidas e lanches em Braunschweig, relatou: “Uma vez ele ficou apavorado quando estávamos sentados conversando com amigos sobre o caso Madeleine, queria que parássemos e gritou.”

Segundo ela, Christian perdeu o controle e gritava: “Você pode fazer um corpo desaparecer, os porcos também comem carne humana. A criança está morta e é isso.”

Christian pode ser suspeito em outros casos, são alguns deles:

— Inga (com características físicas semelhantes a Madeleine), uma menina de 5 anos que desapareceu em 2015 e permanece assim.

— Peggy Knobloch, uma menina de 9 anos de idade, considerada “a Maddie alemã”, que desapareceu em 2001.

Os restos mortais de Peggy Knobloch foram encontrados apenas 15 anos depois de seu desaparecimento, em 2016. Os investigadores concluíram que ela foi morta para encobrir abuso sexual.

— René Hasee, um menino de 6 anos que desapareceu em 1996, durante um passeio em uma praia.

— Carola Titze, de 16 anos, que estava de férias com seus pais em uma praia da Bélgica em 1996. O cadáver dela foi encontrado severamente mutilado. Carola foi vista em uma discoteca com um alemão, dias antes de seu desaparecimento.

Atualmente, Christian está sob a investigação de espancar, estuprar, torturar e estrangular até a morte Tristan Brubach, um garoto de 13 anos, em Frankfurt. Desde dezembro de 2019, Christian cumpre pena na Alemanha por tráfico de drogas e cumprirá pena por estuprar uma mulher de 72 anos, em Portugal.

O porta voz da investigação da polícia alemã declarou ter provas de que Madeleine McCann está morta: “Temos provas, fatos concretos e não meras indicações. Por enquanto, não posso revelar as informações exatas que indicam que o nosso suspeito matou Madeleine”.

A polícia alemã escavou um terreno que já foi ocupado por Christian, onde Madeleine McCann poderia estar enterrada. Um telefone celular e um porão secreto em um buraco de 15 metros foram encontrados, embora não haja atualizações do conteúdo encontrado.

Além disso, veio a público mais um relato, no qual um ex-amigo de Christian afirmou que, durante uma conversa, o suspeito disse que “queria alinhar chapas de metal como as de Josef Fritzl”, um criminoso que abusava sexualmente de sua filha Elizabeth Fritzl, desde que ela tinha 11 anos.

“Eu acordei, me virei e lá estava um homem mascarado com um facão na mão.”, relatou Hazel Behan, uma irlandesa que foi vítima de estupro em 2004, aos 20 anos de idade em Portugal, no Alvarve, próximo a Praia da Luz. A vítima disse às autoridades que investigam o caso de Madeleine McCann, que acredita que o novo suspeito do desaparecimento também possa ser o seu agressor.

Em uma entrevista ao jornal britânico “The Guardian”, Hazel contou que foi violentada em seu apartamento na Praia da Rocha, onde trabalhava na época e que fica cerca de 30 minutos de carro da Praia da Luz, onde Madeleine desapareceu sem deixar rastros em 2007. Ninguém foi preso.

“Minha cabeça explodiu quando li como ele tinha atacado uma mulher em 2005, tanto as táticas quanto os métodos que ele usava, as ferramentas que carregava, como tinha tudo perfeitamente planejado. Eu vomitei porque me fez lembrar da minha própria experiência.”, afirmou.

Hazel trabalhava como representante de uma agência de turismo. Dias anteriores ao estupro, teve a sensação de que alguém havia invadido o seu apartamento. Tempos depois, um homem mascarado a acordou pela manhã chamando-a pelo nome. Hazel ainda contou que o suspeito tirou os sapatos na porta, instalou uma câmera de vídeo na sala e a disse para não gritar. Ele a arrastou para a sala e a amarrou na bancada. Usou uma tesoura para remover suas roupas, a amordaçou com um pano, começou a espancá-la e estuprá-la.

“Eu estava convencida de que ele ia me matar, e ameacei gritar. Minhas mãos ainda estavam amarradas nas minhas costas e ele me inclinou sobre um pequeno e colocou um lençol sobre minha cabeça. Eu pensei que minha vida tinha acabado, mas por baixo do lençol, vi ele saindo pela porta.”

Ela foi atacada dentro do seu próprio apartamento: “Eu tinha ido para a cama por volta da 1 da manhã e fui acordada por alguém chamando meu nome. Virei de costas e, de pé, havia um homem mascarado vestido com meia calça e o que parecia um collant, com um cumprido facão. Pareceu que ele tinha um plano e foi muito deliberado, sempre limpava as mãos e trocava os preservativos repetidamente. Acho que isso durou cerca de entre quatro e cinco horas. Quando terminou, ele me levou para baixo do balcão, mas eu não conseguia ficar de pé pelas cordas.”

O estuprador falou com Hazel em inglês com sotaque alemão, tinha altura de cerca de 1m85, sobrancelhas loiras e olhos de um azul penetrante, mesmo no escuro, além de marca de nascença ou tatuagem na coxa direita. Foram essas as características dadas no depoimento para a polícia.

Nesta terça-feira (dia 17), veio a público que Christian, que estava para ser ouvido, sofreu um acidente – caiu, quebrou duas costelas e teve que ser levado ao hospital. Entretanto, ele afirma que foi espancado em uma cela no tribunal, enquanto esperava por uma audiência de liberdade condicional.

O advogado do suspeito diz que entrará com uma ação por Christian ter sido espancando, mas continuarem afirmando que o mesmo caiu e se mahucou. O acidente está sendo investigado, enquanto ele se encontra preso.


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