Brian Banks, o jogador de futebol americano que foi acusado falsamente de estupro.

Brian Banks era estudante da Politécnica de Long Beach, na Califórnia, ele estava a caminho da secretaria da escola, quando encontrou uma amiga que conhecia desde o ensino médio, Wanetta Gibson, com 15 anos. Os dois foram para uma escada da escola, como costumavam fazer.

Lá eles “curtiram”, envolvendo contato sexual consensual, mas não relação sexual. Brian acredita ter dito algo que deixou Wanetta irritada, e eles se separaram. O resultado foi que, mais tarde, ela o acusou de sequestra-la, arrastando-a para aquela escada e estuprando-a ali.

No entanto, mais tarde naquele dia, carros de polícia pararam na Escola Politécnica de Long Beach, e prendeu Brian pelo estupro de Wanetta Gibson. Ele foi levado para a prisão, apesar da falta de evidências de DNA.

O advogado disse que agora ele tinha apenas duas opções: se declarar “inocente” das acusações e arriscar uma possível sentença de 41 anos se condenado; ou pleitear “sem contestação” e ser sentenciado a cerca de 5 anos. O advogado aconselhou o último e Brian com 17 anos seguiu.

Quando ele finalmente foi libertado em liberdade condicional, como sendo um criminoso sexual condenado, foi necessário usar uma pulseira eletrônica de tornozelo 24 horas por dia. Sem surpresa, ele teve problemas para encontrar um emprego.

Em 2011, com Brian ainda em liberdade condicional, ele recebeu um pedido de amizade no Facebook. Era de Wanetta Gibson, que queria “deixar o passado passar”. Brian diz que lutou para manter suas emoções sob controle e viu uma oportunidade única na vida de limpar seu nome.

Ele se juntou a um investigador particular, chamado Freddie Parish. Juntos, eles se encontraram duas vezes com Wanetta Gibson, e o investigador gravou secretamente vídeos durante as sessões. Lá, Wanetta admitiu que suas acusações eram falsas e disse que gostaria de ajudar Brian.

Porém, havia um obstáculo no caminho dela tornar pública a retratação. Depois do suposto estupro, Wanetta e sua mãe, Wanda, processaram o Distrito Escolar Unificado de Long Beach pela “segurança frouxa” que alegavam permitir que o estupro ocorresse, e receberam US $ 1,5 milhão.

“Vou ajudá-lo, mas todo o dinheiro que eles me deram, não quero ter que pagar de volta.”, disse Wanetta nos vídeos gravados sem que ela soubesse, deixando claro o medo de ser obrigada a reembolsar o que que recebeu.

Wanetta não sabia sobre o vídeo. Trabalhando com o Projeto Inocência da Califórnia, Brian apresentou esses vídeos aos promotores distritais, e todos entenderam que ele era inocente: “Não acreditamos que o Sr. Banks tenha cometido o crime do qual se declarou culpado”.


Os promotores revogaram as condenações de estupro e sequestro e Brian foi libertado após passar dez anos na prisão e em liberdade condicional supervisionada. Em 2015, o governador da Califórnia autorizou que Brian recebesse US $ 142.200 pela condenação ilegal.

Brian Banks teve um filme retratando a sua história. Em 2013, Wanetta foi condenada a pagar US $ 2,6 milhões ao Distrito Escolar Unificado de Long Beach pela alegação fraudulenta que havia feito. Ela não compareceu ao tribunal, não sofreu nenhuma acusação e não pagou por nada.


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