YPJ: As mulheres que ajudam a combater o Estado Islâmico.

Chamada também por Unidades de Defesa das Mulheres, elas são um grande grupo de curdas que se organizaram de forma militar em 2012, e ainda continuam lutando. Elas são apoiadas por múltiplas nações (como por exemplo, o Estados Unidos), recebendo armamento e mantimentos.

Na Síria, cerca de 7.000 delas combatem diariamente o Estado Islâmico. Todas são voluntárias, muitas não possuem experiências com armas. A ideia inicial surgiu para defender a população curda, do regime do ditator sírio Bashar Assad.

Entretanto, a guerra civil síria se intensificou com a entrada do Estado Islâmico, e as mulheres passaram a combater os terroristas. Elas já resgataram centenas de civis, e abateram inúmeros extremistas.

“Os combatentes masculinos recorrem ao físico, enquanto nós à inteligência com estratégia e paciência. Precisamos nos defender. Nas casas todas cuidam de si mesmas, mas quando vamos para a linha de frente é como se fôssemos outra pessoa.”, contam duas delas em entrevista.

É um fato que várias dessas mulheres curdas já foram e ainda são usadas como escravas sexuais pelo grupo inimigo, então, terem força para combate-los é uma atitude de bravura e orgulho. Elas já libertaram várias crianças e mulheres.

Elas possuem uma vila infraestruturada na região, que conta com uma escola. Lá, é onde as jovens finalmente se sentem livres. A maioria tem cerca de 19 anos. Por isso, gostam de vaidade e constantemente se enfeitam com acessórios nos cabelos.

Na vila é permitida apenas a moradia de adultos se forem mulheres, elas revezam entre si para ficarem no portão com uma AK47. São viúvas em maioria e perderam seus maridos soldados em batalha contra o Estado Islâmico. Outras delas, sofriam abuso em casa, dos próprios companheiros.

Na vila residem as famílias dessas mulheres com suas crianças, sem a presença de um homem adulto. “Jin é uma vila que está sendo construída nos últimos anos, onde nós podemos viver pacificamente com nossos filhos, de forma civil e democrática… Os soldados islâmicos não são tão bons assim, eles tem medo de nós.”, afirma uma delas.

Existe a explicação de que eles temem lutarem contra mulheres e serem mortos por uma delas, porque nesse caso, “não entrariam no paraíso divino e não receberiam as 72 virgens”

A luta armada para elas significa mais do que batalhar, é uma alternativa para melhorarem suas condições de vida. Especialmente para as mulheres do Oriente Médio, que são discriminadas e possuem seus direitos limitados. O lema delas é amizade, e todas usam “haval” antes do nome, para reforçar a ideia de irmandade.

“Não gostamos de usar nossas armas contra seres humanos, mas sabemos que eles nos fizeram muito mal. Por isso que, sempre que matamos um terrorista, a gente comemora e elevamos a nossa moral.”, relata a líder do grupo.

Texto revisado por: Dimitri Alves.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s