A problemática biografia de Varg Vikernes.

Aposto que alguma vez na vida você ouviu falar ou leu em algum lugar os nomes Varg Vikernes, Euronymous ou Dead. Bom, caso não, estou aqui para lhe contar algumas coisas sobre nosso principal personagem de hoje, um homem de aparência dócil e sorriso tímido, mas que possui uma lista de atos ilegais cometidos e problemas com a polícia: Varg Vikernes.

Quem é Varg Vikernes?

Varg nasceu em Bergen, na Noruega, no dia 11 de fevereiro de 1973. Seu nome de nascimento era Kristian Vikernes, porém, em 1993, seu primeiro nome foi legalmente mudado para Varg, mantendo o sobrenome Vikernes.

Conhecido também como Count Grishnackh, Greifi Grishnackh, Greven, The Count ou Louis Cachet, Vikernes fez parte de algumas bandas de rock metal, tais como Uruk-Hai, seu primeiro grupo criado, e logo após Old Funeral, Burzum e Mayhem.

O grupo Uruk-Hai não se prolongou por muito tempo, já que Varg não possuia muitas expectativas com o projeto, além da falta de interesses em comum. Ele resolveu então abandonar o grupo e entrou para Old Funeral, que na época era apenas Funeral, onde fez apresentações e gravações com a banda.

Devido a discordância de ideias, deixou novamente a banda em que estava e resolveu iniciar um projeto que o representasse totalmente, nomeando-o Burzum, palavra que significa “escuridão” na Língua Negra, tirada de uma frase escrita no Anel de Sauron, no conto de “O Senhor dos Anéis” (“Ash Nazg Durbatuluk Agh Burzum Ishi Krimpatul”, que significa “Um anel para atrair todos eles e uni-los através da escuridão”).

Em Mayhem, Vikernes fez uma breve participação como baixista no álbum “De Mysteriis Dom Sathanas”, lançado no ano de 1994.

Dos mais “leves”…

Varg, no ano de 1992, lançou seu primeiro álbum pela gravadora Deathlike Silence, chamado “Burzum”, e gravou o álbum “Aske”, lançado no ano seguinte. O contexto de Aske remete ao início de um período marcado na Noruega pelo incêndio de igrejas, fazendo assim com que a capa do álbum mostre os resquícios das cinzas de uma. Por conta disso, Varg foi investigado por uma suposta ligação com tais crimes.

Capa do álbum Aske, mostrando as estruturas que sobraram de uma igreja incendiada.

…aos mais pesados crimes.

Durante sua participação na banda Mayhem, houveram boatos sobre uma rixa entre Euronymous, o guitarrista, e Varg, por motivos de Varg estar deixando o selo do segundo, além de dizer que Euronymous era incompetente para lançar discos do Burzum com a Deathlike Silence.

Toda essa confusão e discórdia entre ambos teve seu clímax alcançado em 1993, quando Vikernes descobriu por meio de um amigo o suposto plano de Euronymous de deixá-lo desacordado e levá-lo até uma floresta para torturá-lo até a morte.

Euronymous caracterizado como mais era visto usualmente.

Portanto, Varg quis tirar satisfações com Øystein Aarseth (real nome de Euronymous). Após isso, na noite de 10 de agosto de 1993, Varg e Snorre W. Ruch viajaram de Bergen até o apartamento de Aarseth, em Oslo.

Euronymous com um pássaro no braço, sem a costumeira caracterização com maquiagem e roupas pretas.

Quando chegaram, ocorreu uma discussão que sucedeu um confronto onde Varg esfaqueou Euronymous, causando sua morte. Ao ser julgado, se defendeu alegando que a maior parte dos ferimentos foram causados por cacos de vidro que caíram no chão. Ainda assim, Varg Vikernes foi condenado à pena máxima na Noruega pelo assassinato de Øystein e pela acusação de queima de igrejas.

Apesar de ter sido condenado a vinte e um anos na cadeia, ele saiu em 24 de maio de 2009, após cumprir dezesseis anos do total de sua pena.

Varg Vikernes sorrindo no tribunal após receber a condenação à pena máxima.

E os problemas não pararam por aí. Em 16 de julho de 2013, Varg voltou a ser preso junto de sua esposa, Marie Cachet, na França, sob a acusação de planejarem um massacre. Não ficaram muito tempo presos, tendo sido liberados em julho do mesmo ano, porém continuando sob investigação da polícia.

Varg Vikernes atualmente.

Caso você não tivesse conhecimento sobre isso, espero que tenha gostado de saber. E para você que já conhecia toda a história, é sempre bom relembrar.

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