Elisabeth Fritzl: A jovem trancafiada pelo próprio pai

“Eu sabia que Elisabeth não queria que eu fizesse o que eu fiz com ela. Eu sabia que a estava machucando. Era como um vício. Na realidade, eu queria ter filhos com ela.” Essa frase um tanto estranha foi dita por Josef Fritzl. Um pai preso por trancafiar, estuprar e conceber filhos com a própria filha. Tudo começou no ano de 1984, quando Elisabeth Frietzl tinha 18 anos, época em que foi dada como desaparecida. Diversas suposições foram feitas acerca do seu desaparecimento. Inclusive, o próprio Josef, pai da menina, obrigou-a a escrever uma carta dizendo que ela estava envolvida com alguma seita religiosa. O homem supostamente teria criado uma outra realidade de vida dentro do porão, onde prendeu a filha. “Quando eu ia para o porão, levava flores para minha filha, livros e brinquedos para as crianças, eu assistia a filmes de aventuras com eles, enquanto Elisabeth cozinhava nosso prato favorito”, afirmou Fritzl.
Por outro lado, para Elisabeth, viver encarcerada, ser obrigada a assistir filmes pornôs e a fazer sexo com próprio pai, e ainda ter filhos com ele, não era nada parecido com a família tradicional americana que seu pai criara em sua cabeça.
A jovem, que hoje é uma mulher com mais de 50 anos, se manteve longe dos holofotes. Em sua única foto conhecida, Elisabeth aparece com apenas 16 anos.

Em agosto de 1984, uma jovem de 18 anos, Elisabeth Fritzl, sumiu na cidade de Amstetten, na Áustria. Os policiais investigaram seu sumiço por semanas. A família, muito preocupada, aguardava notícias das autoridades, até que receberam uma carta de Elisabeth. Na carta, ela afirmava ter fugido porque não conseguia conviver em família.

Por outro lado, Josef Fritzl, pai da garota, chamou a atenção da polícia ao afirmar que a filha tinha planos de se juntar a uma seita religiosa e que, uma vez descoberta, o caso estaria resolvido. Na verdade, ele que a obrigou a escrever uma carta, dizendo que sim, fazia parte de certo culto religioso, e que não era para eles a procurarem. O que ninguém sabia era que Elisabeth estava mais próxima do que poderiam imaginar. A jovem estava trancafiada num espaço a seis metros abaixo de sua residência. E ficaria lá por 24 anos.

No dia do suposto sumiço, Josef chamou sua filha para ajudá-lo a consertar a porta da adega, que ficava no subsolo. Desta forma, os dois chegaram até o local e ele forçou a jovem a entrar. Para isso, usou uma toalha embebida com éter. Todos os dias, Josef visitava a filha no porão e, às vezes, também passava as noites por lá. O homem sempre dava desculpas esfarrapadas para a esposa, que quase nunca o questionava.

No começo de tudo, ele apenas a deixava presa, porém, a partir do segundo ano trancafiando a filha no porão, Josef passou a estuprá-la. O homem chegou a engravidar a própria filha sete vezes. Na primeira gravidez, a menina perdeu o bebê após 10 meses de gestação. Porém, na segunda, ela concebeu uma garotinha chamada Kerstin. Dois anos após isto, outra criança nasceu, um menino com o nome de Stefan.

Os dois pequenos permaneceram no porão, recebendo porções semanais de comida e água. Elisabeth, mesmo impotente, tentou educá-los da melhor maneira possível. Durante os próximos anos, a jovem mãe daria à luz a mais cinco crianças. Todas oriundas de suas relações sexuais com seu pai. Dentre os sete filhos, um morreu logo após o nascimento, outro permaneceu junto à mãe. Kerstin, Stefan e as três demais foram levadas ao andar de cima, residindo assim com Rosemarie (mãe de Elisabeth) e Josef. Para despistar qualquer suspeita, o homem colocava as crianças próximas à casa, juntamente com as cartas de Elisabeth. Por serem parecidas com os respectivos avós, as crianças jamais foram levadas pela assistente social.

No ano de 2008, Kerstin, uma das filhas de Josef com Elisabeth, tinha 19 anos de idade e, como jamais tinha visto a luz do sol, adoeceu de uma forma muito grave. Sem esperanças, Elisabeth pediu ao pai para que a filha fosse levada ao médico. Josef, mesmo não querendo, acionou a ambulância para ajudar a jovem. Na ala hospitalar, a menina foi interrogada para dar mais informações sobre sua família.

Como suas respostas foram inconsistentes e muito suspeitas, os policiais resolveram reabrir o caso de desaparecimento de Elisabeth. Sendo pressionado pela ação dos policiais, Josef resolveu libertar sua filha no dia 26 de abril de 2008. No mesmo momento, a mãe foi ao hospital ver a filha, Kerstin.

Sob custódia, Elisabeth contou toda a verdade para a polícia. Ela explicou que seu pai a manteve presa por anos, obrigando-a a assistir pornografia e estuprando-a em seguida. Ela contou, ainda, sobre todos os seus sete filhos e as torturas psicológicas e físicas que sofreu.

Imediatamente, Josef Fritzl foi preso. Em seguida, as crianças foram libertadas. A avó delas e esposa de Josef, Rosemarie Fritzl, fugiu de casa por razões não compreendidas. Atualmente, Elisabeth vive com os filhos em um local secreto na Áustria. A mulher nunca concedeu entrevistas e, mesmo tendo mais de 50 anos, sua única fotografia conhecida é de quando tinha 16 anos de idade, antes de desaparecer.

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