Conheça a história do serial killer Jeffrey Dahmer


Jeffrey Dahmer – Reprodução/revistagalileu.globo.com/

Jeffrey Lionel Dahmer foi um serial killer norte-americano que assassinou 17 homens e garotos, entre 1978 e 1991. Seus crimes eram particularmente hediondos, envolvendo estupro, necrofilia e canibalismo.

INFÂNCIA E ADOLENSCÊNCIA

O casal Lionel e Joyce Dahmer com o filho Jeffrey Lionel Dahmer – Reprodução/oaprendizverde.com.br

Filho de Lionel e Joyce Dahmer, Jeffrey Lionel Dahmer nasceu em Milwaukee, Wisconsin, no dia 21 de maio de 1960. Dahmer era descrito como uma criança “energética e feliz”, mas seu comportamento mudou quando foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal, nas vésperas do seu aniversário de quatro anos. Além disso, o casamento de seus pais estava abalado, com as brigas e gritarias se tornando cada vez mais frequentes. Assim, conforme foi crescendo, Dahmer passou a se tornar solitário, sem receber muito afeto em casa, com seu pai ocupado com suas conquistas acadêmicas e sua mãe sofrendo com várias doenças que a tornaram viciada em remédios. Em 1970, aos 10 anos, Dahmer perguntou ao pai, Lionel, o que aconteceria se ossos de galinha (que eles estavam comendo no jantar) fossem banhados em alvejante. Lionel, acreditando que isso era apenas uma curiosidade de criança, demonstrou como usar alvejante e outros produtos químicos e preservar, com segurança, ossos de animais, sem imaginar que seu filho incorporaria essas técnicas para preservar os ossos de suas vítimas no futuro.

Segundo Lionel Dahmer, pai de Jeffrey, o comportamento doentio do filho teve origem durante a gestação de sua esposa, joyce, pois a mesma teve uma gravidez problemática e usou muitos medicamentos – Reprodução/oaprendizverde.com.br/

Com o passar do tempo, Dahmer começou a consumir bebidas alcoólicas, tornando-se alcoólatra já aos 14 anos. Em entrevistas dadas anos depois, o rapaz assumiu que já tinha vontade de matar e praticar necrofilia nessa época, e apontou a separação dos pais como algo extremamente traumático durante sua juventude. Na escola, muitos dos colegas o descreviam como “estranho” e “bizarro” por causa de constantes brincadeiras de fingir ataques epiléticos

Jeffrey Dahmer – Reprodução/oaprendizverde.com.br/

Na puberdade, Dahmer se descobriu homossexual. Mais tarde, confessou que começou a fantasiar sobre dominação e exercer completo controle sobre um parceiro submisso. Por volta dos 16 anos, concebeu uma fantasia na qual deixaria um homem inconsciente, particularmente um corredor que ele achava atraente e, então, faria uso sexual do seu corpo. Em uma ocasião, ele se escondeu no mato com um taco de beisebol com o intuito de atacar esse homem em uma de suas corridas matinais; contudo, exatamente naquele dia, o homem não saiu para suas corridas. Dahmer, posteriormente, disse que essa foi a primeira vez que contemplou matar alguém. Após o ensino médio, começou a frequentar a Universidade do Estado de Ohio, mas desistiu dos estudos e voltou para a casa do pai. Lionel Dahmer, por sua vez, deu um ultimato a Jeffrey: ou arranjava um emprego, ou se inscrevia para o Exército. Dahmer optou pelo exército, mas não sem antes cometer seu primeiro assassinato, aos 18 anos.

Jeffrey Dahmer – Reprodução/oaprendizverde.com.br/

PRIMEIRO ASSASSINATO

No dia 18 de junho de 1978, três semanas após sua formatura do colegial, Dahmer cometeu seu primeiro assassinato. Enquanto dirigia seu carro, ele viu o jovem Steven Hicks (de quase 19 anos) pedindo carona. Dahmer convidou o garoto a ir até sua casa para beber álcool e se distrair um pouco. Hicks, que estava a caminho de um show de música em Lockwood Corners, concordou e os dois ficaram bebendo e ouvindo música por algumas horas. Então, Steven Hicks se levantou e disse que estava indo embora, mas Dahmer não queria que ele partisse. Quando Hicks deu as costas para ele, Dahmer o acertou duas vezes com um haltere de 5 kg. Quando o garoto caiu inconsciente, ele o estrangulou até a morte com a barra do haltere. Dahmer, então, retirou as roupas de Hicks e se masturbou em cima de seu corpo. No dia seguinte, ele levou o corpo até o porão e o dissecou, enterrando seus restos no quintal de trás. Semanas mais tarde, ele exumou o corpo e retirou a carne dos ossos com uma faca. Depois, dissolveu a carne em ácido e se livrou de tudo pela privada. Ele então pegou uma marreta e destruiu os ossos de Hicks.

Steven Hicks, morto aos 19 anos por Jeffrey Dahmer em junho 1978. Reprodução/oaprendizverde.com.br/

NO EXÉRCITO

No exército, Dahmer foi descrito como um soldado normal. Porém, mais tarde, dois militares afirmaram que teriam sido estuprados por ele. Um dos soldados afirmou que Dahmer o drogou e o estuprou dentro de um veículo blindado de transporte de pessoal. Durante os primeiros meses do seu serviço, ele conseguiu controlar seus impulsos, mas o problema com álcool retornou e sua performance no exército se deteriorou ao ponto de que, em 1981, ele recebeu uma dispensa honrosa e uma passagem de avião para ir para onde quisesse dentro do país. Ele então foi para Miami Beach, afirmando que não podia voltar para Ohio, pois não queria encarar a decepção de seu pai por outro fracasso. Ele conseguiu alguns empregos, gastando o pouco dinheiro que tinha com bebidas. Pouco tempo depois, Dahmer ligou para seu pai e pediu para voltar para casa. Na época entre seu retorno do exército e o momento em que voltou a matar, em 1987, Dahmer passou por diversos empregos e residências, finalmente se fixando na casa de sua avó. Foi lá que retomou os assassinatos, sendo sua primeira vítima o jovem Steven Tuomi.

Steven Tuomi, seus restos mortais nunca foram encontrados. Reprodução/oaprendizverde.com.br

Os dois se encontraram em um bar, indo parar em um quarto de hotel posteriormente, onde acabaram dormindo. Na manhã seguinte, Dahmer encontrou o parceiro morto, sem nenhuma lembrança do que havia ocorrido na noite anterior. Em relatos, disse aos investigadores que não queria matar Tuomi, mas apenas drogá-lo e assediá-lo. Como estava em um quarto de hotel, comprou uma mala grande para transportar o corpo de Tuomi até o porão de sua avó, onde ele desmembrou e se masturbou no cadáver antes de descartar os restos mortais — menos a cabeça, que manteve em casa por pelo menos duas semanas. Com o tempo, a avó de Dahmer resolveu expulsá-lo da casa, devido ao seu comportamento “promíscuo” e por seu estado constante de embriaguez. Assim, ele arranjou um apartamento e passou a seduzir e matar os rapazes que tinham o azar de cruzar seu caminho. Até 1991, quando foi pego, o serial killer havia feito 17 vítimas — que não foram apenas assassinadas a sangue frio, mas estupradas e violentadas, além de esquartejadas e devoradas.

CANIBALISMO

Jeffrey Dahmer se tornou um dos assassinos em série mais famosos da história, não apenas pelo extenso número de assassinatos, mas também pela forma cruel que eles eram feitos. De acordo com biógrafos e criminologistas que estudaram o serial killer, ele saía para beber em algum bar local, onde demonstrava interesse, seduzia e convencia a vítima em questão a ir para seu apartamento. Lá, drogava e estuprava os rapazes antes de estrangulá-los. Em alguns casos, sodomizava os corpos ou se masturbava, ejaculando sobre os restos mortais.

Depois, Dahmer costumava desmembrar os cadáveres ritualisticamente, tirando fotos de cada etapa do processo e guardando os registros em uma espécie de “altar”. Após alguns assassinatos, ele passou a guardar parte da carne e dos órgãos internos de suas vítimas em sua geladeira, o que levou os investigadores a concluírem que o rapaz praticava canibalismo.

Para se desfazer do corpo, Dahmer colocava os membros em barris com ácido, mantendo-os em casa por semanas até sua decomposição total. Posteriormente, despejava os restos no ralo ou no vaso sanitário.

O “Canibal de Milwaukee”, contudo, tinha um ritual particular para a cabeça de sua vítima. O homem a matinha no congelador por um período, usando-a para se masturbar ou “praticar seu beijo na boca”. Depois, fervia o membro em água e “descolava” a pele do cadáver, mantendo o crânio exposto sobre sua mesa de cabeceira ou outros móveis.

Quando foi preso, Dahmer confessou ter variado seu método com o passar do tempo, principalmente porque “não queria que os rapazes morressem”. Um desses casos foi o de Konerak Sinthasomphone: Dahmer fez um furo no crânio do garoto enquanto ele dormia e jogou água fervente no orifício. De acordo com ele, estava tentando mantê-lo vivo, para garantir que a vítima “jamais o abandonaria”.

Outro fato importante sobre o assassino é que suas vítimas eram majoritariamente homens negros (quando não, latinos). Apesar de nunca ter dito escolher os rapazes pela cor da pele, o padrão chamou atenção e foi fruto de estudos por diversos criminologistas. Para alguns, o fato é apenas uma coincidência, dada a região dos Estados Unidos em que Dahmer vivia. Para outros, o perfil escolhido demonstra o racismo — direto ou velado — por parte dele.

Restos mortais de suas vítimas – Reprodução/oaprendizverde.com.br

POR UM FIO

Por mais que o número de desaparecidos estivesse crescendo, ninguém suspeitava que havia um serial killer à solta e, por isso, em 22 de julho de 1991, Tracy Edwards quase se tornou a 13ª vítima de Dahmer.

A dupla se conheceu em um bar e o assassino convenceu o colega a ir para seu apartamento com a promessa de “convidar algumas garotas para beber”. Chegando no lugar, Edwards percebeu que havia cometido um erro terrível e tentou fugir, mas acabou sendo algemado por Dahmer.

Como relatou à polícia, Edwards passou horas na residência, onde pôde ver os diversos corpos que ainda se decompunham na casa. O rapaz tentou convencer Dahmer de que não o abandonaria se fosse libertado, que estava ali porque gostava dele. A negociação durou horas, até que um golpe de sagacidade (e muita sorte) fez com que Dahmer baixasse a guarda e Edwards conseguisse fugir.

Ao ver dois policiais, o homem sinalizou e contou tudo o que havia visto para as autoridades, que, dessa vez, resolveram investigar a fundo o apartamento de Dahmer. Os oficiais descobriram 74 Polaroids, quatro cabeças congeladas, um torço e diversas outras provas necessárias para incriminar o assassino, que disse: “Pelo que eu fiz, deveria ser morto”. Acabava, naquele dia, a carreira do “Canibal de Milwaukee”.

Algumas de vítimas de Jeffrey Dahmer – Reprodução/oaprendizverde.com.br

PRISÃO E MORTE

Após ser capturado, Jeffrey Dahmer confessou os crimes, detalhando e explicando precisamente como procedia com cada vítima. Para surpresa da Justiça, entretanto, ele se declarou inocente por insanidade.

O assassino foi analisado por diversos profissionais, tanto pela defesa quanto pela acusação, o que acabou atrasando o julgamento. Ao fim do processo, contudo, a Justiça não aceitou a alegação de insanidade de Dahmer, e ele foi condenado a 15 prisões perpétuas. Na prisão, o serial killer se voltou para a religião e tentou viver uma vida pacata, mas, em novembro de 1994, Christopher Scarver, que esteve preso com Dahmer, o espancou até a morte. Em 2015, Scarver relatou ao New York Post que o assassino organizava sua comida no prato para parecerem órgãos humanos, o que o perturbava. Segundo ele, foi por isso e pelos crimes cometidos pelo “Canibal” que, em novembro de 1994, ele espancou Dahmer até a morte

Jeffreyy Dahmer em julgamento – Reprodução/oaprendizverde.com.br

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