O Caso de Valentina: Morta pelo pai e madrasta

Valentina

Valentina era uma menina de 9 anos, descrita como uma criança querida por todos os que a conheciam. Filha de pais separados, estava vivendo com o pai e a madrasta na época do crime.
O dia 7 de Maio de 2020 começou de forma sombria para a família de Valentina. Por volta das 08:30h, Sandro Bernardo avisou às autoridades sobre o desaparecimento da filha. As características e contornos do desaparecimento eram uma incógnita para Sandro. Porém ele acreditava que a menina teria saído a pé, afirmando que a filha era sonâmbula e que já não era a primeira vez que isso acontecia.

Sandro Bernardo – Pai de Valentina-


Mais tarde, o fato de que não era a primeira vez que a menina desaparecida veio a ser confirmado, depois de uma investigação ter descoberto um desaparecimento de Valentina no ano de 2018, e que mais tarde tinha sido finalizado com a descoberta da menina pela polícia.
Durante o dia 7 de Maio, bombeiros, forças policiais e os próprios cidadãos se mobilizaram e organizaram buscas, porém todas sem sucesso.
Algum tempo se passou e a angústia persistia. Nessa altura Portugal já se encontrava sensibilizado com toda a história. O nome de Valentina estava destacado em todas as capas de jornais, em qualquer programa televisivo e nas redes sociais, onde os relatos da pobre mãe de Valentina entristeceram o coração de quem lia.
É quando as investigações começam a aprofundar que as primeiras dúvidas começam a surgir.
Não havia sinais de violência ou de intervenção de terceiros na casa. Além disso, Sandro tinha feito uma descrição detalhada da roupa que Valentina usava na noite do desaparecimento: pijama, chinelos e um casaco. Ou seja, segundo teoria da polícia, caso a menina tivesse saído pelo próprio pé, como o pai acreditava, ela não pretendia seguir para um local longe de casa. Ou então, pretendia sair mas depois voltaria.
Junto dos interrogatórios aos familiares de Valentina, as buscas também continuavam. Era claro o cansaço de todos os envolvidos nas buscas: bombeiros, polícias, familiares, amigos e militares. Pistas falsas também começaram a aparecer: ora alguém encontrava umas calças; ora alguém encontrava uma camisa. No entanto, tudo foi comprovado não pertencer a Valentina.
Sem qualquer pista e sem qualquer sinal de envolvimento de terceiros, a polícia começou de fato a acreditar no que o pai disse, que Valentina tinha mesmo saído a pé de casa e de forma voluntária.
No dia 10 de Maio, o pior aconteceu, fazendo com que toda a investigação levasse uma reviravolta brusca e dolorosa. O corpo de Valentina foi encontrado numa serra a poucos quilômetros de sua casa. O frágil corpo de Valentina estava camuflado entre as folhas e ramos de árvores, extremamente maltratado.
É também nesse mesmo dia que, no interrogatório de um dos filhos da madrasta de Valentina, se começa um quebra-cabeças macabro e sombrio. A história começa a ser desvendada aos poucos, levando à detenção imediata do pai e madrasta da menina.
Junto de Valentina moravam também os três filhos da madrasta: uma criança de 12 anos, uma de 4 anos e a última com poucos meses de vida.
Ao interrogar o mais velho dos irmãos, o menino acabou confessando à polícia que viu Valentina entrar na casa de banho com a madrasta e pai da garota, e que ouviu gritos. No entanto, sua mãe mandou ele ir dormir.

Ao ser confrontado, o pai de Valentina confessa que sabia que a menina estava morta desde o dia em que tinha denunciado o desaparecimento. Sandro alegou que a morte tinha sido acidental. Segundo a sua versão, ele desconfiava que a filha estava sendo vítima de abusos sexuais por parte de um amigo da mãe. Após várias negações por parte da menina, Sandro tentou obter uma confissão de forma brutal: torturou a menina com água fervendo, algo de que Valentina tinha muito medo. Mais tarde Sandro disse que a menina sofreu um ataque e convulsões e acabou por falecer. Foi aí que ele e sua companheira decidiram se livrar do corpo.
Mais tarde, através de confissão da própria madrasta, todo o mundo fica conhecendo que a realidade foi bem mais horrenda que isso.

Pai e madrasta de Valentina


Valentina esteve em estado de agonia 13h antes de morrer. Valentina saiu da casa de banho onde foi torturada e agredida pelo próprio pai e madrasta ainda com vida. Em seguida, foi deitada no sofá, enrolada numa manta e deixada sozinha. Os filhos da madrasta da menina assistiram as convulsões e ataques que Valentina sofreu durante o dia e, ao questionarem a mãe sobre o estado de saúde da menina, foi dito que Valentina estava “com dores na barriga”.
Mais tarde, Sandro e a companheira saíram para comprar leite para a filha mais nova e, quando voltaram, Valentina estava morta. A partir daí, eles se livraram do corpo e começaram a encenar todo o desaparecimento.
Os dois se encontram em prisão preventiva e aguardando julgamento. O casal está sendo acusado de diversos crimes, entre eles: homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Sandro já se tentou suicidar por duas vezes na prisão.

3 comentários em “O Caso de Valentina: Morta pelo pai e madrasta

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  1. Eles mereem morrer! Sofrendo
    Um pai nao faz isso. Cade a mae dessa criança
    Meu deus tenha misericordia destes anninhos que nao tem protecao de ninguem! O pai éra para proteger ela
    Mas a menina nao estava segura. Triste realidade lamentevel….

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