O CASO HELLO KITTY MUDER



Fan Man-yee, de 23 anos, viveu uma vida sofrida antes mesmo de ser assassinada. Quando criança, fora abandonada por sua família e criada em um orfanato local. Sem estabilidade familiar e com um emocional frágil, a jovem desenvolveu um vício em drogas, e via na prostituição e em pequenos delitos a melhor opção de ganhar dinheiro para sustentar seu vício.


No ano de 1997, Fan Man começou a trabalhar como anfitriã em uma boate. Mesmo com a luta incansável contra o vício, ela sempre tinha recaídas. Num desses momentos, ela conhecera Chan Man-Lok, um cafetão e traficante da região, que logo a contratou para seus trabalhos.
Durante um desses momentos de compulsão por drogas, Fan Man roubou a carteira de Man-Lok (seu cafetão) e tentou fugir com 4 mil dólares. Este ato crucial seria o suficiente para o fim de sua vida. Man-Lok logo mandou seus dois capangas à procura da jovem, que consequentemente foi sequestrada e levada para seu apartamento. Suas primeiras intenções eram a de forçar a jovem a se prostituir e pegar o lucro que ganharia, como forma de pagamento pelo que lhe foi furtado. Em pouco tempo, o plano mudara radicalmente.
No calor do uso dos entorpecentes, o cafetão e seus capangas começaram a espancar a jovem, revezando entre socos e pontapés. Como uma garota de programa ferida não atrai clientes, Chan e seus capangas decidiram usar a moça para fins terríveis. O grupo passou a se divertir torturando-a das formas mais absurdas já existentes. Neste momento, Ling, uma adolescente de 13 anos, namorada de Chan, também se uniu à tortura. “Eles a espancavam o tempo todo. Batiam nela quando estavam entediados. Batiam em meio a gargalhadas”, conta a menina.
Ling conta que participava das atrocidades por pura diversão, “Bem, eu fiz por diversão, para ver como era machucar alguém”. A menina conta ainda que, muitas vezes, Chan e seus capangas forçavam Fan a sorrir e gargalhar durante as agressões, fingindo estar feliz. “Para nós era apenas um jogo. Se ela não fingisse estar feliz, eles a espancavam ainda mais. Lhe diziam para sorrir enquanto a queimavam. Era uma atmosfera divertida”, relata.
Segundo relatos, a cozinha do apartamento de Chan tornou-se o palco das torturas. O grupo derretia canudos e pingavam nas solas dos pés de Fan, até que a pele empolasse. Quando se cansavam, eles batiam nela de vara. Derramavam óleo quente e pimenta sob suas feridas, além de molho de ostra em seu rosto. A obrigavam a beber óleo. A moça foi espancada com canos da torneira, e muitas vezes os homens urinavam em sua boca e a obrigavam a engolir. Quando ela não conseguia, batiam nela com mais violência. Em certa ocasião, Ling defecou em uma caixa e os homens obrigaram Fan a comer as fezes.

Imagens do filme feito após o caso


Algumas vezes, o grupo enforcava Fan com fios elétricos e a suspendiam em um gancho no teto, espancando-a com barras de ferro. Eles a deixavam pendurada durante toda a noite. Ling conta que, mesmo ao ver a moça machucada e destruída, eles continuavam, pois não tinham “nada para fazer”. Após quase um mês de torturas, Fan fora encontrada morta, jogada em um canto da casa. Chan, alguns dias após a morte da moça, deu uma dose de metanfetamina para seus amigos e iniciou uma seção para dar um “fim” no corpo da jovem. O corpo de Fan foi esquartejado e teve a cabeça cortada com um serrote por Chan, enquanto seus comparsas ensacavam a carne.
Ling conta que Chan lhe entregara um saco plástico com o intestino de Fan e disse para cobri-lo com água quente, na tentativa de evitar o mal cheiro. Algumas horas depois, Chan chamou a namorada (Ling) para assistir seu parceiro cozinhando a cabeça da mulher, e ainda lhe disse “Apenas finja que está assistindo televisão”, conta. Em meio a tudo isto, o grupo resolveu parar para almoçar. Fizeram um macarrão, usando a mesma colher que mexeram o crânio de Fan, para mexer o macarrão.
O gangster resolveu esconder o crânio de Fan dentro de uma boneca gigante da Hello Kitty sereia. O crânio da moça foi a prova principal de todas as atrocidades. Logo após isso, que segundo Ling, ela começara a ser assombrada pelo espírito de Fan, que supostamente estava buscando vingança. A adolescente procurou a polícia e o julgamento se estendeu por 6 semanas. O caso foi considerado um dos mais horríveis que o tribunal japonês já ouviu falar. Os três homens foram condenados à prisão perpétua, enquanto a adolescente recebeu imunidade por ter testemunhado.

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