Aaron Hernandez: de garoto de ouro da NFL a assassino


O que era para ser uma carreira promissora se tornou um dos casos mais famosos de crimes dentro da liga nacional de futebol americano. Aaron Hernandez, Tight End do New England Patriots, matou, a sangue frio, seu amigo e cunhado Odin Lloyd, outro jogador de futebol americano de uma liga semiprofissional.

Fonte: Stew Milne-USA TODAY Sports

Aaron Josef Hernandez nasceu em Bristol, Connecticut, em 06 de novembro de 1986 e, desde criança, era intimamente ligado aos esportes devido à forte influência de seu pai. A família Hernandez vinha de uma grande linhagem de esportistas. O patriarca, Dennis Hernandez, foi um jogador louvável na Universidade de Connecticut (UConn) e o maior incentivador do filho mais novo com os treinamentos. Descrito como um jovem doce, amigável e brincalhão, Aaron e o pai eram muito ligados em virtude da paixão pelo esporte. Ainda no ensino médio, Aaron demonstrou um grande talento para o futebol americano, além de se destacar, também, no atletismo e no basquete.

Dennis era considerado um modelo do “sonho americano”: imigrante porto-riquenho que se consolidou como um grande atleta de futebol americano, com uma esposa e dois filhos, Aaron e Dennis Jonathan, mais conhecido como “DJ”. Tendo em vista o grande sucesso do pai como jogador nos anos 70, Aaron planejava seguir o caminho do genitor e do irmão mais velho até a Universidade de Connecticut.

Assim como o pai quando adolescente, Hernandez estudou na Bristol Central High School, uma das melhores escolas locais onde, por diversas vezes, alunos eram selecionados para as melhores universidades da América do Norte. Com a ciência de que seus dois filhos possuíam grande habilidade para o esporte, Dennis exigia um treino rigoroso dos dois meninos desde muito cedo, dedicando grande parte do seu tempo ao treinamento dos garotos.

Desde suas primeiras competições, Aaron se consagrou na função de Tight End, posição que, anos mais tarde, o levaria à fama e faria com que ganhasse inúmeras lesões. Com apenas 14 anos, recebeu uma bolsa de estudos na UConn devido ao seu alto desempenho como atleta.

Apesar de toda a admiração pelo pai, os meninos sofriam com ataques de fúria e episódios de alcoolismo vindos do genitor. A mãe de Aaron, Terri Hernandez, durante toda infância dos meninos passou por algumas brigas intensas tendo em vista a agressividade do marido. Os episódios de violência doméstica não eram incomuns.

Fonte: The Sun

De acordo com relatos, o atleta teve um relacionamento com o quarterback do time da Bristol Central, Dennis Sansoucie, que foi mantido em segredo devido ao medo de uma ação violenta do pai e da grande homofobia que rondava o meio do futebol americano na época. O irmão de Aaron, DJ Hernandez, conta que, quando eram crianças, o Tight End, inspirado por suas primas mais velhas, disse que gostaria de ser líder de torcida, fato que não foi bem aceito pelo pai.

Colegas de Aaron contaram também que o jogador apresentava comportamentos estranhos na presença do pai, alegando que tinha que se comportar quando ele estava por perto.

Aaron e Dennis Sansoucie
Fonte: Men’s Variety

Dennis Hernandez veio a óbito por complicações durante uma cirurgia de hérnia, em 2006, quando Aaron tinha 16 anos. O fato chocou a todos, mas, principalmente, o jogador que era extremamente ligado ao pai, mesmo com todo o histórico de abusos físicos e psicológicos. Após a morte de Dennis, a mãe de Aaron começou a se relacionar com Jeffrey Cummings, marido de Tanya Singleton – uma prima muito próxima ao futuro astro do Patriots –, que se mudou para casa dos Hernandez pouquíssimo tempo após o falecimento do patriarca.

Diante de todas as circunstâncias, Aaron passou a frequentar a residência de Tanya com mais frequência, onde poderia fugir de todos os seus problemas e de sua criação rígida. Lá ele começou a usar drogas e passou a ter contato com criminosos, dentre eles Carlos Ortiz – cujo apelido era “Charlie boy” – e Ernest Wallace, conhecido como “Bo”. Ambos tinham passagens por prisões e envolvimento com tráfico de drogas.

Essa não foi a única mudança na vida de Aaron. Após o óbito do pai, o adolescente decidiu desistir de estudar na Uconn. Ele visitou a Universidade da Flórida e, no mesmo dia, se inscreveu para estudar no local, indo completamente contra os planos de vida feitos e modelados por seu pai. A decisão chocou a todos da família, uma vez que o garoto já possuía uma bolsa de estudos na Universidade de Connecticut desde os 14 anos, mas, diante do programa exemplar de futebol na universidade, Aaron iniciou seus estudos na Flórida, antes mesmo de se formar no Ensino Médio.

Assim, Aaron entrou para o Gators – o time de futebol americano da Universidade da Flórida – cujo programa era de excelência, consagrando-se como o mais alto nível futebol universitário da época. O Tight End jogou com Tim Tebow e outros que mais tarde se consagrariam também como brilhantes jogadores. Com a desvantagem de não ser conhecido na Flórida, Aaron, a princípio, teve que demonstrar todo seu talento ao entrar em campo, já que estava em um time de onde saíam os melhores jogadores de futebol dos Estados Unidos.

Extremamente focado e apaixonado pelo jogo, rapidamente Hernandez se firmou como um dos melhores em campo, atraindo o olhar da mídia local e sendo reconhecido, de acordo com especialistas, como uma rara combinação de destreza, velocidade e talento. Os Gators passaram a ter enorme sucesso, ganhando repetidamente uma quantidade absurda de jogos, sendo tais vitórias direcionadas sobretudo à brilhante ofensiva de Aaron.

Todo estresse gerado pela tremenda responsabilidade em campo fez com que o jogador começasse a apresentar comportamentos agressivos. Certa vez, desferiu um soco no ouvido de um barman estourando seu tímpano, após o homem pedir para que o jogador pagasse a conta. Além disso, o Tight End passou a aparecer com cada vez mais tatuagens que representavam sua vida, inclusive uma frase bem grande com os dizeres “If it is to be, it is up to me” (se é para ser, depende de mim), em homenagem a seu falecido pai que lhe dizia a frase repetidamente para incentivá-lo com os treinos.

Fonte: Edaily News

Dentre todos os problemas de agressividade e drogas enfrentados por Aaron, ao fim da faculdade, com apenas 20 anos, o jogador já era cotado para entrar na NFL devido a tamanho desempenho dentro da liga universitária de futebol, levando a terceira vitória dos Gators na liga universitária. Os problemas de comportamento de Aaron geraram uma pequena dificuldade de contratação mas, por fim, acabou sendo contratado pelo New England Patriots em 2010, após se comprometer a realizar exames de drogas periódicos mais vezes do que qualquer outro jogador do time e iniciar sua carreira com um contrato bem abaixo do comum.

Fonte: Ig sport

Entretanto, nos primeiros jogos, Aaron acabou ficando de fora por não ter passado nos testes de drogas, devido ao consumo de maconha. Os treinadores do jogador diziam-se preocupados todas as vezes que ele viajava para casa, em Connecticut, mantendo contato constantes com a mãe e o irmão de Aaron. Em uma dessas visitas, Aaron conheceu Alexander Bradley, um traficante de drogas violento em Connecticut que passou a fornecer maconha para o jogador.

Fonte: Patch

Ao mesmo tempo em que ascendia como estrela da NFL, Aaron e sua namorada de ensino médio, Shayanna Jerkings, firmaram um noivado que levou a mudança da moça para a Flórida para morarem juntos. Posteriormente, em 2012, tiveram uma filha, de nome Avielle. Assim, Hernandez conheceu Odin Lloyd, um jogador de futebol semiprofissional que namorava a irmã de Shayanna, também envolvido com drogas que costumava a fornecer cigarros de maconha para Hernandez. Os dois casais costumavam a ficar juntos na casa de Aaron e Shayanna na Flórida, onde os dois homens consumiam cigarros de maconha recorrentemente.

Hernandez continuou a se destacar como Tight End do New England Patriots, conquistando milhares de fãs. Mas, em seu tempo livre, sempre voltava para casa em Connecticut, onde encontrava-se com fornecedores de drogas e passava a maior parte do seu tempo com Alexander Bradley, Carlos Ortiz e Enerst Wallace. Em muitos desses encontros, eles frequentavam boates, nas quais Aaron sempre acabava envolvido em algum tipo de desentendimento.

Certa vez, pediu para que Bradley o ajudasse a comprar uma arma pois não gostava que as pessoas pensassem que ele era “fraco”. Por este motivo, no ano de 2012, Hernandez e Bradley estavam em uma boate, em Boston, quando Aaron quis brigar com dois homens que, por um infortúnio, derramaram um pouco de bebida no jogador. Bradley conseguiu conter a ira do Tight End naquele momento, mas ele continuou agitado após saírem do local e acabou perseguindo o carro dos dois homens identificados como Daniel de Abreu e Safiro Furtado.

De acordo com depoimentos de Alexander Bradley, naquele dia Aaron parou no sinal ao lado do veículo dos dois homens e deflagrou tiros contra ambos. Durante a madrugada os corpos foram encontrados sem vida dentro do veículo, sem nenhum suspeito de envolvimento no caso.

As investigações levaram as imagens de câmeras de segurança de locais próximos que identificaram uma SUV prata como o carro que perseguiu e tirou a vida de Safiro Furtado e Daniel de Abreu, dois homens imigrantes, sem nenhum envolvimento com crimes ou tráfico. Ademais, as câmeras de segurança da boate onde as duas vítimas estavam naquela noite, flagraram a entrada de Aaron Hernandez no local, mas nenhum dos policiais foi levado a crer que o astro do New England Patriots, companheiro de Tom Brady e Rob Gronkowski, estaria envolvido em um duplo homicídio.

Apenas um mês após as duas mortes, a fama de Aaron como jogador se alastrou de forma voraz, garantindo a ele um contrato de 40 milhões de dólares com o Patriots.

Mais uma vez, de acordo com depoimentos de Bradley, após os acontecimentos de Boston, Aaron teria ficado paranoico e com medo de ser descoberto. Devido a esse comportamento, em uma das saídas de ambos na Flórida, Aaron e Alexander tiveram uma discussão que levou o jogador a deflagrar um tiro no rosto de Bradley. Apesar do tiro, o traficante não veio a óbito, sendo, posteriormente, uma das principais testemunhas contra Aaron no tribunal.

Rosto de Bradley após tiro dado por Hernandez
Fonte: Fox8

O jogador sabia que Bradley era um traficante perigoso e, a partir do momento que descobriu que ele estava vivo, instalou câmeras de segurança em sua residência, comprou armas para ele e um carro blindado. Assim, passou a estar sempre na companhia de Ernest Wallace e Carlos Ortiz, que passaram a agir como seus seguranças. Em 2013, Hernandez cogitou até mesmo trocar de time, com medo do que poderia acontecer. Ninguém da organização do Patriots deu muita importância para o comportamento paranoico do jogador, alegando que ele deveria apenas mudar para uma residência mais segura se estava com medo de algo. Todos esses problemas passaram a afetar cada vez mais o comportamento de Aaron.

Certa noite, em junho de 2013, Aaron e seu cunhado, Odin Lloyd, saíram para uma boate, onde acredita-se que os dois tiveram algum tipo de desentendimento e, devido isso, Hernandez teria matado Lloyd.

Dois dias após o ocorrido com Odin, o jogador enviou ao cunhado uma mensagem de texto o convidando para passarem algum tempo juntos. Assim, Hernandez buscou Ortiz e Wallace e foram ao encontro de Odin. Já dentro do veículo, junto aos três homens, Lloyd foi levado a um local afastado onde foi assassinado de forma brutal com uma série de tiros nos braços, costas, clavícula e peito.

O corpo foi encontrado e identificado pelos policiais como Odin Lloyd, de 27 anos, um jogador de futebol americano semiprofissional, descrito como um jovem esforçado e honesto. A conexão com Aaron Hernandez logo foi definida, quando os familiares de Odin informaram aos investigadores que o jogador namorava com a irmã da noiva do Tight End.

Tendo em vista que em North Attleboro, local onde o corpo foi encontrado, a única pessoa conhecida da vítima era o astro da NFL, de imediato as investigações levaram até a residência de Hernandez, onde encontraram celulares quebrados e constataram uma adulteração no sistema das câmeras de segurança, que foi parcialmente apagado. Um mandado de prisão foi expedido em nome do jogador, momento este que ficaria gravado na mente dos torcedores do Patriots.

Foto por Matt Stone

Muitos acreditavam na inocência de Aaron e, por isso, alguns fãs se manifestavam assiduamente a seu favor das mais diversas maneiras. No entanto, quanto mais as investigações avançavam, maiores eram as provas contra Hernandez e mais evidente ficou a ligação de Carlos Ortiz e Ernest Wallace com o caso.

As investigações levaram também ao envolvimento da prima de Aaron, Tanya Singleton, que teria tentado ajudar na fuga de Ortiz e Wallace, levando-os para outro estado. Ao fim, Tanya acabou sendo uma das principais testemunhas acerca dos acontecimentos posteriores à morte de Lloyd, mas acabou falecendo em decorrência de um câncer que a assombrava por muitos anos, em outubro de 2015.

Em janeiro de 2015, o julgamento foi iniciado e, apesar de todas as evidências do caso, Hernandez – que já havia se declarado inocente de todas as acusações em audiências preliminares – não mudou suas declarações. Contudo, a promotoria do Estado de Massachusetts, continha evidências fortes contra o ex-jogador, tais como as mensagens de texto enviadas do celular de Aaron para Odin, Wallace e Ortiz no dia do assassinato; câmeras de segurança mostram Hernandez chegando à casa de Lloyd, em Boston, bem como o momento em que a vítima entra no veículo junto aos três homens; mensagens que Odin enviou a sua irmã informando que estava com o astro da NFL, demostrando que estava preocupado com seu bem-estar; filmagens das câmeras de segurança da residência de Hernandez mostram ele chegando em casa com um objeto parecido com uma arma, após a morte de Odin, despedindo-se de Ortiz e Wallace com um abraço. Apesar de todas as buscas, a arma do crime não foi encontrada. No entanto, a noiva de Aaron admite que, a pedido dele, jogou fora uma caixa, a qual ela não tinha conhecimento do conteúdo interno. Mais uma vez, as câmeras de segurança conseguiram captar o momento em que Shayanna livra-se da caixa.

Devido ao envolvimento de Tanya Singleton na tentativa de fuga dos traficantes que participaram do assassinato de Lloyd, foram realizadas investigações em sua residência, onde a polícia apreendeu uma SUV prata que estava inutilizada na garagem do imóvel há algum tempo, constatando-se, posteriormente, ser o mesmo veículo procurado pela polícia de Boston por possível envolvimento em um duplo assassinato em julho de 2012. Assim, Aaron Hernandez acabou sendo indiciado também pelos assassinatos de Daniel de Abreu e Safiro Furtado.

Ante toda a repercussão e cobertura midiática do caso e as provas contra Hernandez, o New England Patriots cortou, definitivamente, Aaron da equipe, rompendo com o contrato de 40 milhões de dólares do jogador. Durante o julgamento, a única ligação do ex-jogador com o Patriots foi durante o depoimento do dono do time, Robert Kraft, no tribunal.

Fonte: Boston Herald, Ted Fitzgerald, Pool

Apesar de todas as tentativas da defesa de Aaron de alegar que ele estava sob ameaça de Ortiz e Wallace, as provas em nada corroboravam nesse sentido. Por fim, em 14 de abril de 2015, Aaron Hernandez foi condenado a prisão perpétua sem possibilidade de livramento condicional, pelo assassinato de Odin Lloyd, bem como Ortiz e Wallace.

Já preso, o antigo astro começou a se preparar para enfrentar as acusações dos assassinatos ocorridos em Boston, vindo à júri em 2017 enquanto sua apelação no caso Odin Lloyd era discutida. Somente a noiva de Aaron acompanhou o segundo julgamento, nenhum de seus outros familiares estiveram presentes.

Dentre as principais testemunhas do caso estava Alexander Bradley, que testemunhou contra Hernandez, contando toda a dinâmica do caso até o momento que levou um tiro no rosto. A defesa, no entanto, conseguiu desacreditar a testemunha em frente aos jurados, fazendo com que o estado passasse à argumentação de que Aaron possuía tamanho comportamento agressivo por ser um homem gay, inserido no ambiente completamente homofóbico do futebol americano, fazendo com que o astro acumulasse uma raiva tremenda dentro de si e fazendo com que, vez ou outra, explodisse e causasse catástrofes. Ao fim, Aaron acabou sendo inocentado das acusações do duplo assassinato de Daniel de Abreu e Safiro Furtado.

Contudo, toda aquela discussão sobre sua sexualidade tornou-se um veneno na mão da mídia, que passou a cada vez mais tentar preencher lacunas de ambos os casos com a sexualidade do ex-jogador, além de serem comuns as piadas em tons jocosos nas rádios, nos programas de televisão, nos jornais e através dos comentaristas de esportes. Mais tarde, DJ Hernandez, durante uma entrevista, contou que o irmão foi sexualmente abusado na infância e que Aaron acreditava que isso poderia ter refletido em sua sexualidade e por isso repelia, fortemente, através de todos os tipos de comentários homofóbicos, qualquer situação relacionada à homossexualidade.

Em 19 de abril de 2017, aos 27 anos, Aaron foi encontrado morto em sua cela em decorrência de um suicídio. A equipe médica tentou realizar a ressuscitação, sem sucesso. Hernandez foi dado como morto às 4 da manhã e algumas cartas de suicídio foram encontradas em sua cela, destinadas à noiva Shayanna, à filha Avielle e ao advogado.

A morte de Aaron levou a uma grande discussão jurídica no estado de Massashusetts, tendo em vista a existência de uma lei que determinava a defesa indireta, isto é, se um caso estivesse em aberto, como no caso de Hernandez que estava em fase de apelação, e a pessoa viesse a falecer, o caso era fechado sendo o sujeito inocentado das acusações.

Ao ser inocentado pela defesa indireta, houve uma grande comoção principalmente por parte da família de Odin Lloyd, que levou a mãe da vítima até os parlamentares da casa legislativa americana, implorar para que a lei que inocentou o assassino de seu filho fosse revogada.

Família de Odin Llyod

Em 2019, os apelos da família de Lloyd deram resultados e o Supremo Tribunal Estadual de Massachusetts determinou a revogação da lei de defesa indireta, reestabelecendo a sentença contra Aaron Hernandez.

A família de Hernandez realizou a doação do cérebro do jogador para estudos, ocasionando uma importantíssima descoberta: Aaron tinha um grau extremamente avançado de Encefalopatia Traumática Crônica (ECT) para sua idade, que avançou para seus lobos frontais, ocasionadas pelos inúmeros impactos na cabeça sofridos durante anos nos jogos de futebol americano.

A doença neurodegenerativa já era conhecida por afetar alguns jogadores aposentados, mas nunca no nível da que foi diagnosticado no cérebro de Aaron, ainda mais por sua idade. Dentre os sintomas da doença estão elencadas impulsividade, decisões precipitadas, propensão a violência, depressão e pensamentos suicidas.

O resultado das pesquisas no cérebro de Hernandez levou a algumas mudanças no protocolo dos jogadores de futebol americano, a fim de tentar evitar que mais jogadores tivessem lesões cerebrais.

Com certeza Hernandez passou de garoto de ouro a assassino, como resultado de abusos, drogas, más companhias e doenças cerebrais avançadas.

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