Jeffrey Epstein: O magnata que aliciava menores em uma imensa rede de pedofilia internacional


No dia 10 de agosto de 2019, o milionário Jeffrey Epstein fora encontrado morto em sua cela. Ele estava encarcerado há poucas semanas, foi condenado a cumprir uma pena mínima de 55 anos a prisão perpétua por exploração sexual de menores por mais de 20 anos e outros respectivos crimes.
Sua morte é vista como uma espécie de assassinato, pois o perito contratado pela família disse que a cena do crime não aparentava suicídio, mas sim um assassinato/queima de arquivo. Não se pode ignorar o fato de que Epstein sabia de muitas coisas ligadas a grandes figurões mundiais. O caso não se encerrou após sua morte, diversas pessoas ligadas a ele, como a ex-namorada Ghislaine Maxwell e outros, ainda estão em liberdade sem responder pelos crimes cometidos.
Jeffrey era um ex-professor de matemática, tornou-se professor universitário (sem diploma) e entrou para o mercado financeiro de Wall Street, tornando-se milionário em poucos anos. Ele era amigo de diversos políticos, como Bill Clinton, Donald Trump e membros da realeza, como o príncipe Andrew, além de ser muito próximo a grandes atores de Hollywood. Possuía muitas residências em Nova York, Miami, Paris e uma ilha no Caribe, Epstein era uma pessoa misteriosa, mas, ao mesmo tempo, muito influente. Dizia que “colecionava amigos famosos”.

Jeffrey Epstein (Foto/Reprodução: Netflix)

No ano de 1996 veio a tona a primeira denuncia contra o magnata, mas o FBI interviu no andamento das investigações, que, consequentemente, não foram concluídas. Em 2005, tornou-se alvo de duas investigações sobre atividades ilegais com menores de idade em sua mansão (Palm Beach-Flórida). Jeffrey contratava meninas menores de idade para realizar “massagens” que rapidamente tornaram-se abusos em uma rede de pirâmide sexual, explorando dezenas de meninas. Em um acordo secreto com a promotoria da Flórida, Epstein se declarou culpado por solicitação de prostituição e manteve em imunidade suas parceiras (Ghislaine, entre outras).
O fator principal das acusações, que era Jeffrey manter relações sexuais com menores (garantia de prisão perpétua), foi tirada do processo. Treze meses após a sentença, Jeffrey abandonou a Flórida e não se apresentou à justiça. “Ele tinha um exercito de advogados influentes que ajudaram a mudar a imagem dessas meninas, de adolescentes para prostitutas”, conta Lisa Bryant, diretora do documentário “Jeffrey Epstein: Poder e Perversão”, produzido pela Netflix.
O abusador retomou sua vida “normalmente” durante dez anos, até o movimento #metoo dar força as novas denúncias recebidas, agora em NY. Dessa vez, o fator mais marcante foi que Jeffrey levou muitas meninas (menores) para outros estados americanos e até mesmo fora do país, o que culminou em um crime federal. Ele fora preso ao retornar de uma viagem a Paris, e tentou responder pelo processo em liberdade, alegando ter recebido ameaças de morte. Com o pedido negado, teria tentado suicídio, antes de oficialmente conseguir em um “enforcamento”.
Os oficiais localizaram muitos materiais pornográficos com menores de idade em sua residência. Segundo algumas sobreviventes, esse seria um vasto material de vídeos e fotos de amigos de Epstein, que foram convidados a participarem com orgias envolvendo menores de idade, e isso ele usava para se manter intocável. Com seu suicídio, as sobreviventes perderam a oportunidade de vê-lo pagar oficialmente pelos crimes. O processo segue para definir indenizações a serem retiradas dos bens que ele deixara.
Ghislaine e Jeffrey foram namorados, mas também eram o que chamavam de “melhores amigos”. Todas as vítimas dizem que Ghislaine era responsável por recrutar as menores, selecionando as mesmas de acordo com o gosto de Jeffrey. Segundo as sobreviventes, ela também mantinha relações sexuais com as meninas.

Jeffrey e Ghislaine (Foto/Reprodução: Patrick McMullan)

Ela era a pessoa que possuía conexões com os figurões da política, incluindo o príncipe Andrew. “Não éramos pessoas para eles, apenas objetos para serem divididos com seus amigos”, disse a sobrevivente Virginia Giuffre ao jornal 60 Minutes.
Maxwell estava desaparecida há um ano, desde que Jeffrey foi preso. Foi localizada em julho, pelo FBI, em uma mansão isolada. Ela insiste que é inocente, no entanto, depoimentos e provas mostram outra realidade. Em agosto, a justiça quebrou o sigilo de um depoimento de Virginia (sobrevivente) ,onde a mulher descrevia detalhes de orgias e preferências sexuais de cada um.
O julgamento de Ghislaine Maxwell está marcado para 2021. Muitas sobreviventes estão se encorajando para contar a verdade.


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