O assassinato de John Lennon, fundador e vocalista dos Beatles.


John Lennon foi assassinado no dia 8 de dezembro de 1980, numa segunda-feira, por volta das 22h. O crime foi cometido por Mark David Chapman, um “fã” obcecado, no momento em que Lennon chegava ao prédio no qual ele morava com sua esposa Yoko Ono e seu filho Sean, no Edifício Dakota, em Nova York, Estados Unidos.

QUEM FOI JOHN LENNON

Filho de Julia Stanley e Alfred Lennon, John Winston Ono Lennon nasceu em Liverpool, Reino Unido, no dia 9 de outubro de 1940.

John Lennon e sua mãe, Julia Stanley. Reprodução/obaudoedu.blogspot.com/

Foi um cantor, compositor e ativista da paz que co-fundou os Beatles, uma das bandas de maior sucesso da história da indústria musical, com seus colegas de banda Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. O grupo alcançou fama mundial durante a década de 1960 e as músicas dos Beatles fazem sucesso até os dias atuais.

Da esquerda para a direita: Paul McCartney, John Lennon, Ringo Starr e George Harrison. Reprodução/.meionorte.com

Em 1969, Lennon começou a Plastic Ono Band, um supergrupo conceitual de rock, com sua segunda esposa, Yoko Ono, e continuou a seguir carreira solo após a separação dos Beatles em abril de 1970.

Banda Plastic Ono Band. Reprodução/tenhomaisdiscosqueamigos.com

O ASSASSINATO

John Lennon foi morto com quatro tiros por um fã obcecado, chamado Mark David Chapman.

Reprodução/dailymail.co.uk

O crime ocorreu no dia 8 de dezembro de 1980, em Nova York, na frente do edifício Dakota, onde Lennon morava com a esposa e o filho, Sean. Mark já havia tentado seu ataque nos dois dias anteriores, mas sentia que essa seria a data e montou uma vigília na calçada do edifício, chegando a cumprimentar Sean, filho de John e Yoko, que chegava com a babá.

Lennon e Yoko deixaram o prédio às 17h, rumo ao estúdio Record Plant. Com uma capa do disco Double Fantasy sob o braço, Chapman abordou a vítima, que lhe concedeu um autógrafo: “John Lennon. Dezembro, 1980”. A cena foi registrada por um fotógrafo.

Momento em que Lennon concede autografo para Chapman, seu assassino. Reprodução/hqrock.com.br

Às 22h50 o casal retornou. Lennon desceu da limousine depois de Yoko e estava a alguns passos atrás dela quando Chapman disparou seu revólver. Das cinco balas, duas atingiram as costas do cantor e outras duas o seu ombro esquerdo. Chapman foi desarmado pelo porteiro do prédio.

A polícia chegou ao local e encontrou Lennon nos braços da mulher. A aorta do cantor havia sido ferida e ele sangrava muito, então os policiais decidiram levá-lo até o hospital. Chapman não fugiu: aguardou os policiais sentado na calçada, lendo uma cópia de “O Apanhador no Campo de Centeio”.

No hospital, após tentativas de reanimação sem respostas, John Lennon foi oficialmente declarado morto às 23h15. Yoko pediu aos médicos que não divulgassem a notícia até que chegasse em casa: ela temia que Sean ficasse sabendo pela TV. Não houve funeral e Lennon foi cremado dois dias depois.

Apesar de já ser muito famoso na época, o astro dos Beatles virou um mito após a morte, eternizado em biografias, documentários e diversas publicações – conteúdo que relembra, até a atualidade, o talento do músico.

MOTIVO DO CRIME

Mark Chapman era um admirador dos Beatles e obcecado por John Lennon. No entanto, as coisas mudaram quando ele começou a praticar e levar a sério a sua religiosidade. Após a mudança, ele passou a se denominar um “cristão renascido”, e passou a odiar as letras dos Beatles, como “God”. Na canção de 1970, o astro afirma não acreditar em Jesus ou na Bíblia, e descreve Deus como um conceito.

As letras e declarações do músico, como em 1966 quando Lennon disse que Beatles eram mais populares que Jesus, enfureceram Chapman. Em depoimento, o criminoso falou sobre “God”:

“Escutava essa música e ficava bravo com ele por dizer que não acreditava em Deus… E que não acreditava nos Beatles. Isso foi outra coisa que me enfureceu, mesmo o disco tendo sido lançado pelo menos 10 anos antes. Queria gritar bem alto ‘Quem ele pensa que é para dizer essas coisas sobre Deus, o paraíso e os Beatles?’ Dizer que não acredita em Jesus e coisas assim. Naquele ponto, minha mente estava passando por uma escuridão de raiva e ira”.

O ápice da raiva do criminoso aconteceu com o lançamento de “Imagine”, em 1971: “Ele nos disse para imaginarmos que não existem posses (ou “bens materiais”, na frase “Imagine no possessions”) e lá estava ele, com milhões de dólares, iates, fazendas e mansões, rindo de pessoas como eu, que acreditaram em suas mentiras, compraram os discos dele e alicerçaram boa parte de suas vidas com as músicas dele”.

O criminoso foi condenado à prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional a partir do ano 2000. Desde então, ele entra com pedidos de liberdade condicional a cada dois anos – e todas as solicitações foram negadas pelo conselho estadual de liberdade condicional de Nova York.


2 comentários em “O assassinato de John Lennon, fundador e vocalista dos Beatles.

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  1. Quando as pessoas vão se dar conta que a religião, qualquer uma delas, embota o cérebro e anula o campo de visão crítica social, emocional e política, por conta de dogmas fantasiosos e fraudulentos, que enriquecem seus líderes sacrificando os crentes de toda ordem.
    Não precisamos de religião. Ética, moral e responsabilidade civil, valores que incluem em si a fraternidade e o respeito ao outro, aprende-se dentro da família e na vida em sociedade, e não sob o julgo de um charlatão que se diz ‘O escolhido’. Esse caso mostra bem como uma mente religiosa pode ficar doente, levando ao cometimento de crime hediondo como um assassinato. Perdemos além de um grande músico, um gigante pensador.

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    1. Entenda uma coisa,ele até cometer o crime,não era cristão, mesmo que fosse estaria errado,pois o evangelho de Cristo, não manda matar,quem crer ou mesmo quem não crer,ensina o amor,perdão, comunhão, fé, esperança de vida,Vitórias,providências de Deus,como cristãos aprendemos que a vingança e a ira não pertence a nós, mas a Deus, a quem todos julgará, um abraço fique com Deus (Leia a bíblia).

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