Candyman: O caso de Dean Corll


Dean Arnold Corll nasceu em Fort Wayne, estado americano de Indiana, em uma família considerada nada feliz. Sendo o primeiro filho do casal Mary Robinson e Edwin Arnold Corll, cujo casamento foi marcado por frequentes brigas que, mais tarde, culminaram em divórcio, em 1942. Foi quando, então, ele se mudou com sua mãe para Houston, Texas. 

No final dos anos 50, sua mãe e seu novo padrasto, Jake West, iniciaram uma pequena empresa de doces, que funcionava em sua garagem. Corll trabalhava dia e noite enquanto ainda frequentava a escola. Desde criança, ele sempre foi muito tímido, sério e raramente socializava com outras crianças, permanecendo assim na sua adolescência, durante seus anos no High School Vidor. 

Dean Corll

Após se separar de Jake, em 1963, Mary nomeou Dean como diretor e vice-presidente de sua empresa. Ele ficou conhecido como Candyman (o homem do doce), pois distribuía doces para crianças locais, em especial meninos adolescentes. Quando a empresa familiar cresceu e contratou novos funcionários, Dean foi visto comportando-se animadamente em relação aos jovens trabalhadores do sexo masculino, inclusive instalando uma mesa de sinuca nos fundos da fábrica onde todos se reuniam. 

Em junho de 1968, a Companhia de Doces Corll fechou, forçando Dean a arrumar outro emprego, como eletricista. Entretanto, ele continuou a se relacionar com crianças e adolescentes da área, o que chamou a atenção de seus vizinhos. Ele tinha como melhores amigos Elmer Henley e David Brooks, de 14 e 15 anos. O trio estava sempre passeando de van ou conversando na casa de Dean. Porém, o que ninguém sabia era que Dean os pagava por favores sexuais e para levarem jovens até a sua casa. 

Elmer Henley e David Brooks

Corll ficou conhecido por ter matado pelo menos 28 vítimas entre 1970 e 1973. Suas vítimas eram jovens do sexo masculino com idades entre 13 a 20 anos e, em sua maioria, eram sequestrados em Houston Heights, bairro de baixa renda no noroeste de Houston. Grande parte dos sequestros foi assistido por Elmer e David. Várias vítimas eram amigos de seus comparsas. Duas outras vítimas, Billy Gene Baulch e Malley Winkley, eram ex-funcionários da Companhia de Doces Corll. 

Ele atraía suas vítimas para sua van com uma oferta de uma festa em sua casa. Lá, eles eram dopados com álcool ou drogas até desmaiarem e, então, eram algemados ou simplesmente agarrados à força. Depois, as vítimas eram despidas e amarradas à cama de madeira com algemas para pés e mãos a fim de que Corll começasse a torturar e abusar sexualmente dos jovens.

Vítimas de Dean

Em vários casos, Dean forçou as vítimas a telefonarem ou escreverem para seus pais com explicações para as suas ausências, em um esforço para acalmá-los. Ele também ficou conhecido por guardar as chaves de suas vítimas como “troféu”.

Em 1973, Brooks casou-se com sua noiva grávida, e Henley tornou-se temporariamente o único cúmplice de Corll. Ele o auxiliou no sequestro e assassinato de mais três jovens de idades entre 15 e 18 anos. De acordo com Henley, esses foram os únicos três sequestros que ocorreram sendo ele o único aliado. 

Elmer e Dean

Na noite de 07 de agosto de 1973, Henley convidou um jovem de 19 anos chamado Timothy Cordell Kerley para ir a uma festa na casa de Dean. Os dois jovens chegaram ao destino, onde inalaram vapores de tinta e consumiram bebidas alcoólicas até meia-noite, antes de sair de casa para comprar sanduíches. Henley e Kerley, então, voltaram para Houston Heights e Kerley estacionou seu veículo perto da casa quando avistou Rhonda Williams, de 15 anos, que havia sido espancada pelo pai bêbado, e a convidou para passar a noite na casa de Corll. 

Aproximadamente às três horas na manhã do dia 08 de agosto de 1973, o trio voltou para a casa de Dean, que estava furioso por Henley levar uma garota a sua residência. Após se acalmar, ofereceu cerveja e maconha aos três jovens, que começaram a beber e, depois de duas horas, acabaram desmaiando. 

Henley, ao acordar, encontrou Corll algemando seus braços e seus tornozelos, assim como havia feito com Kerley e Williams. Entretanto, o comparsa conseguiu convencê-lo a matar somente os dois amigos. O assassino concordou e os levou para o tabuleiro de tortura enquanto portava uma arma. Naquele momento, o torturador deixou sua arma de lado e começou a provocar os amigos de Henley. De acordo com uma das supostas vítimas, algo em Henley havia mudado, “ele ficou aos meus pés e, de repente, disse a Dean que isso não podia continuar, ele não podia continuar matando seus amigos e que isso precisava parar”, afirmou um dos amigos. 

O garoto atirou na testa de Corll e três vezes em seu ombro. Ao cair no chão, disparou mais dois tiros em suas costas. Após matá-lo, ele ligou para a polícia para informar o ocorrido e forneceu o endereço de Dean, em Houston. 

Elmer e as autoridades a procura de mais vítimas do assassinato

Elmer e David foram julgados separadamente por seus papéis no assassinato. Durante o julgamento, o Estado apresentou um total de 82 elementos de provas, incluindo a mesa de tortura de Corll e uma das caixas usadas para transportar as vítimas. Elmer Henley foi condenado a seis mandatos consecutivos de 99 anos – um total de 594 anos – para cada um dos assassinatos pelos quais foi acusado. Ele não foi condenado pela morte de seu mentor, alegando legítima defesa. 

David foi acusado de quatro assassinatos cometidos entre dezembro de 1970 e junho de 1973, mas foi levado a julgamento apenas pelo assassinato de 15 de junho de 1973. Seu julgamento durou menos de uma semana e ele recebeu prisão perpétua. Após cumprir 46 anos, faleceu em 5 de junho de 2020 em decorrência da COVID-19. 


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