Serial Killer: O gigante Edmund Kemper


“Quando vejo uma menina bonita andando na rua, uma parte de mim quer levá-la para casa, ser agradável e tratá-la bem; já a outra parte se pergunta como a cabeça dela ficaria em um espeto” (Edmund Kemper).

Edumund Emil Kemper III, nasceu no sul da Califórnia e teve uma infância muito difícil. Quando seus pais se divorciaram, em 1957, ele se mudou com a sua mãe e duas irmãs para Montana, com 9 anos de idade, a partir daí, vários padrastos entraram na sua vida, com várias discussões e humilhações com a sua mãe, que era alcoólatra, e suas irmãs, que achavam-no bizarro e estranho.
Quando fez 10 anos de idade, Edmund contou a uma de suas irmãs que estava apaixonado por uma professora da escola. E que teria que matá-la para conseguir um beijo. Essa frase foi dita, espontânea e autenticamente, à sua irmã. Além disso, desde cedo, gostava de brincadeiras bastante estranhas para a sua idade, simulava uma morte em uma câmara de gás e decapitava os gatos de sua mãe e até chegou a enterrar um gato vivo. Kemper era uma criança absurdamente alta, com 2 metros de altura, e tinha mais de 100 kg.

Edmund Kemper, com 9 anos

Sua mãe o obrigou a morar no porão, longe de suas irmãs, a quem ela temia que ele pudesse machucar de alguma forma. Ele foi morar com o pai por um tempo, mas acabou voltando para a casa da mãe. Aos 15 anos, sua mãe decidiu enviar o adolescente para morar com os avós paternos em uma fazenda em North Fork, Califórnia. Passava o dia caçando animais pelos campos com o seu rifle, dado de presente por seu avô. Porém, tinha um péssimo relacionamento com a sua avó.

Mãe do Edmund

Em 27 de agosto de 1964, Edmund voltou a sentir raiva de seus avós. Atirou na cabeça de sua avó na cozinha após uma discussão, e quando seu avô voltou para casa, saiu e atirou no seu avô perto de seu carro e depois escondeu o corpo. Em seguida, ligou para a mãe, que lhe disse para chamar a polícia e contar o que havia acontecido. Mais tarde, ele disse que atirou na avó “para ver como era”. Ele acrescentou que havia matado seu avô para que o homem não tivesse que descobrir que sua esposa havia sido assassinada. Por seus crimes, Kemper foi entregue à Autoridade da Juventude da Califórnia. Ele fez vários testes, que resultaram que ele tem um QI muito alto, mas também sofre de esquizofrenia e é paranoico. Acabou sendo enviado para o Hospital Estadual Atascadero, uma instalação de segurança máxima para presidiários com doenças mentais.

Edmund preso pela primeira vez

Com conversas sádicas e doentias com os colegas de quarto, o assunto que ele mais se interessava era estupro. Foi libertado em 1969, com 21 anos de idade. Apesar da recomendação dos médicos da prisão, de que ele não morasse com sua mãe por causa de abusos no passado e de seus problemas psicológicos envolvendo-a, ele voltou para Santa Cruz, Califórnia, onde mudou-se após terminar seu terceiro casamento, para conseguir um emprego na Universidade da Califórnia. Enquanto estava lá, Edmund frequentou a faculdade comunitária por um tempo e trabalhou em vários empregos, em 1971, estava trabalhando no Departamento de Transporte.

Ele tinha uma grande admiração pela polícia, e seu sonho era trabalhar na polícia, que foi frustrado pois ele era muito alto e estava acima do peso. Assim, comprou um carro parecido com uma viatura da polícia, algemas, facas e armas. Para satisfazer seus desejos sexuais, retirou a antena do seu carro, impediu a abertura da porta do passageiro e armazenou sacos plásticos, cobertores e armas dentro do carro.

Começou a oferecer carona para mulheres, e duas estudantes da Universidade Estadual de Fresno, Mary Ann Pesce e Anita Luchessa, aceitaram a carona. Mudou a rota do caminho, ameaçando-as com uma arma. A cabeça de uma mulher foi encontrada na floresta, perto de Santa Cruz, e identificada como sendo de Pesce. Os restos mortais de Luchessa nunca foram encontrados. Kemper explicou, mais tarde, que esfaqueou e estrangulou Pesce antes de esfaquear Luchessa também. Após os assassinatos, ele trouxe os corpos de volta para seu apartamento e removeu suas cabeças e mãos. Ele também, supostamente, se envolveu em atividades sexuais com seus cadáveres sem a cabeça.

Mary Ann Pesce e Anita Luchessa

Sua compulsão erótica foi ficando cada vez mais forte, até tornar-se incontrolável. No dia 14 de setembro de 1972, Kemper sequestrou Aiko Koo, de 15 anos, que decidiu pedir carona em vez de esperar o ônibus para levá-la a uma aula de dança, e a matou. Em janeiro de 1973, continuou a agir de acordo com seus impulsos assassinos, ofereceu carona para Cindy Schall, a quem atirou e matou. Enquanto sua mãe estava fora, ele foi até a casa dela e escondeu o corpo de Schall em seu quarto. Desmembrou o cadáver dela no dia seguinte e jogou algumas partes no oceano, que foram encontradas na costa, e então enterrou a cabeça dela no quintal de sua mãe.

No dia 5 de fevereiro de 1973, Kemper usou um adesivo de estacionamento, que sua mãe tinha, do campus, para facilitar um duplo homicídio. Ele dirigiu até a universidade, onde ofereceu uma carona para duas estudantes, Rosalind Thorpe e Alice Liu. Pouco depois de pegá-las, ele atirou nas duas jovens e passou pela segurança do campus nos portões, com as duas mulheres mortas no seu carro. Após os assassinatos, decapitou suas duas vítimas, desmembrou os corpos, removeu as balas de suas cabeças e descartou suas partes em diferentes locais. Em março do mesmo ano, alguns dos restos mortais de Thorpe e Liu foram descobertos por caminhantes, perto da Rodovia 1, no condado de San Mateo.

Alice Liu e Rosalind Thorpe

Na época dos assassinatos, dois outros assassinos em série, John Linley Frazier e Herbert Mullins, também faziam seus próprios crimes na área, fazendo com que Santa Cruz recebesse o apelido infame de “Capital Mundial do Assassinato” na imprensa. Da parte de Edmund, ele foi apelidado de “Co-ed Killer” e “Co-ed Butcher”.
Em abril de 1973, na Sexta-Feira Santa, ele foi para a casa da sua mãe, onde os dois tiveram uma briga. Na madrugada, entrou no quarto e atacou sua mãe depois que ela adormeceu, primeiro golpeando-a na cabeça com um martelo e depois cortando sua garganta com uma faca. Como havia feito com suas outras vítimas, ele então a decapitou e cortou suas mãos, deixou seu crânio de lado e removeu sua laringe e jogou no lixo. Mais tarde, ligou para a amiga da sua mãe, Sally Hallett, e a convidou para sua casa, ele a estrangulou e escondeu o corpo em um armário.

No dia seguinte, em um domingo de páscoa, dirigiu para o leste, até chegar a Pueblo, Colorado, onde, em 23 de abril, ligou para a polícia de Santa Cruz para confessar seus crimes. No início, os policiais não acreditaram que o homem que eles conheciam como “Big Ed” fosse um assassino. Mas, durante os interrogatórios, ele os levaria a todas as evidências de que precisavam para provar que ele era, de fato, o infame “Assassino Co-ed”.

Edmund Kemper foi a julgamento por seus crimes em outubro de 1973. Ele foi considerado culpado de todas as acusações no início de novembro. Quando foi questionado pelo juiz sobre qual deveria ser sua punição, ele pediu a pena de morte por seus crimes, mas a pena de morte tinha sido suspensa na Califórnia em 1972. Foi acusado de oito acusações de assassinato em primeiro grau, e prisão perpétua.
Desde então, está encarcerado na Califórnia Medical Facility, em Vacaville, no Condado de Solano. Embora tivesse direito a pedir por liberdade condicional, normalmente se recusava a exercê-lo e disse que estava feliz na prisão, hoje com 71 anos.

Foto de todas as vítimas

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