Bonecas Russas: O caso de Anatoly Moskvin


O caso de Anatoly Moskvin está entre um dos mais bizarros da história. O criminoso russo ficou mundialmente conhecido como “o fazedor de bonecas”, todavia, ao contrário da maioria, ele não matava suas vítimas, mas sim as roubava depois de serem enterradas. 

Tudo começou no ano de 2009, quando algumas famílias de muçulmanos perceberam que os túmulos de seus familiares estavam sendo vandalizados. As investigações começaram em seguida, porém, demorou para a polícia entender o que de fato estava acontecendo.  

Apesar de terem poucos suspeitos e pistas, os investigadores chegaram à conclusão de que as violações coincidiam com as datas em que Anatoly visitava os cemitérios em Nizhny Novgorod, a cidade na qual residia. Entretanto, ele foi descartado como suspeito, uma vez que, além de ser jornalista, era um historiador graduado em estudos celtas, o que justificou suas idas como fins acadêmicos. 

Algum tempo depois, em 2011, Moskvin finalmente foi preso em flagrante, em uma nova tentativa de vandalizar novos túmulos e itens de muçulmanos falecidos. Após esse episódio, a polícia decidiu fazer buscas em seu apartamento, o que revelou um dos crimes mais perturbadores da história da Rússia. 

Ao chegarem no apartamento, os investigadores se depararam com uma grande quantidade de bonecas em tamanho real, cuidadosamente vestidas e posicionadas no sofá, pensando até que fosse um tipo de hobby. No entanto, o mau cheiro começou a levantar mais suspeitas e após uma primeira análise, foi confirmado que se tratavam de 29 múmias de meninas mortas, com a idade entre 03 e 12 anos. 

Ao começarem a remover os corpos, uma música chamou a atenção. Esse foi o momento em que descobriram que, além de posicionar suas vítimas como se fossem bonecas, ele ainda havia embutido caixas de músicas dentro de seus corpos, em busca de torná-las mais vivas. 

Por mais de 10 anos Anatoly vinha roubando corpos de meninas e mulheres jovens recém enterradas. Ao cooperar com a polícia, ele confessou ter escavado mais de 150 corpos, e quando o embalsamamento não funcionava, ele as levava de volta e as colocava novamente em seus túmulos, mantendo assim, apenas 29 de suas vítimas. 

Moskvin acabou ficando conhecido como “o fazedor de bonecas” após os detalhes de seu crime virem à tona. Ele embalsamava os corpos esfregando-os com sal e bicarbonato de sódio, e depois, quando estivessem secos, os estufava com tecido. Também preparava máscaras de cera, pintava seus rostos com esmalte de unha, as vestia, tomava chá e celebrava aniversários com elas, e instalava mecanismos de fala em alguma delas para torná-las mais vivas. Seu intuito era simplesmente dar-lhes o presente da vida eterna 

Antes mesmo que os investigadores pudessem identificar os corpos, uma mulher chamada Natalia Chardymova entrou em contato, informando que havia reconhecido, pelo noticiário, o corpo de sua filha Olga, de 10 anos, que havia falecido um ano antes. 

Ao ser questionado por sua fascinação sombria com múmias ele revelou que, aos 13 anos, perdeu uma amiga muito próxima, chamada Natalia, de 11 anos. Ele tinha ido ao seu funeral e foi forçado a dar um beijo de despedida na amiga morta, o que acabou afetando bruscamente seu psicológico. 

Em 2019, através de um movimento legal, foi solicitada a sua soltura mesmo sob protestos dos familiares. Entretanto, um juiz exigiu que fossem feitos uma série de testes psiquiátricos, para que, pudesse ser avaliado a situação de Anatoly. Como resultado, os especialistas avaliaram negativamente o seu quadro. 

Como a justiça russa costuma seguir à risca a recomendação de médicos nesses casos, foi divulgado recentemente que um juiz decidiu por sua permanência na clínica psiquiátrica, uma vez que, ele não tinha condições de ser julgado segundo os laudos médicos.


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