Ataque terrorista em Olso capital da Noruega e um massacre em Utøya, ao todo deixando 77 mortos.


Anders Behring Breivik, na época com 32 anos, era filiado de uma loja maçônica em Oslo, foi descrito como um fundamentalista cristão, sendo um ativista da extrema-direita europeia, conhecido por ser conservador e obcecado por defender o estado de Israel.


Anders Behring Breivik

Breivik era empresário de uma empresa agrícola em uma pequena fazenda no leste do país. Em Maio de 2009, ele registrou sua empresa com o nome de “Breivik Geofarm”, o que lhe permitiu comprar grandes quantidades de fertilizantes que seriam usados na fabricação de explosivos sem sequer levantar nenhuma suspeita, Anders ainda estava cadastrado no registo estatal como adquirente de duas armas, uma automática e uma pistola do tipo Glock.

Entre 1999 e 2006, Anders Behring Breivik foi membro do Fremskrittspartiet (Partido do Progresso), da direita populista, que defende maiores restrições à imigração. Ele participou ativamente da juventude do Partido do Progresso (Framstegspartiet sin Ungdom, FpU), tendo servido em várias funções, inclusive na de presidente da filial local Oslo-Oeste (de janeiro a outubro de 2002), da organização e a de diretor da mesma filial, entre outubro de 2002 e novembro de 2004. Apesar disso, de acordo com a líder do Partido do Progresso, Siv Jensen, afirma que Breivik “nunca foi muito ativo”.

No dia 22 de Julho de 2011, ás 15h20 da tarde, Anders coloca todos os equipamentos de bombas e armas em um carro-bomba e vai em direção ao centro de Oslo, parando perto dos edifícios onde era o gabinete do primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, e, ali perto, fica também a sede do Ministério do Petróleo e Energia, que foi o edifício mais atingido, parecendo uma zona de guerra, segundo os meios de comunicação local. Pode ter consistido em uma ou mais explosões que atingiram os edifícios, deixando o edifício do gabinete do primeiro-ministro em chamas e os seus dezessete andares destruídos, com oito mortos e centenas de feridos. Meios de comunicação noruegueses confirmaram que “literalmente” se sentiu um movimento no solo com a explosão.

Em seguida, Anders Behring, vestido com o uniforme da polícia dirige até a ilha de Utøya, 40 quilômetros da capital, onde estavam mais de 500 jovens em um acampamento que pertencia a juventude Arbeiderpartiet (Partido Trabalhista Norueguês), que praticamente era afiliada do partido Noruegues que estava no governo do país. Eram jovens interessados pela política e, futuramente, talvez fariam parte e se candidatariam. O partido era conhecido pelo liberalismo econômico, nas políticas públicas da Noruega, resultando nas privatizações das empresas, que era serviço do Estado, consequentemente os impostos reduziram bastante, onde o partido era bem conhecido por lutar pela igualdade.

Anders chegou ao local com duas malas cheias de armas e se apresentou para os fiscais como policial, perguntando se eles sabiam sobre o atentado em Oslo, eles disseram que sabiam muito pouco, pois o sinal não era tão bom na cidade. Ele se justifica falando que foi enviado para a ilha para garantir a segurança dos adolescentes e que era prevista uma visita do primeiro-ministro, Jens Stoltenberg, ao acampamento.

Os fiscais o deixaram entrar e ligaram para dois mentores, um homem e uma mulher, que estavam cuidando do acampamento e rapidamente vieram de bote, ao chegarem, viram Anders com duas malas e perguntaram o que era, ele disse que era armas e que preferia deixa-las nas malas para não assustar os jovens.
Um dos mentores, desconfiou de Anders, perguntando se ele poderia mostrar o distintivo, foi quando ele disfarçou em pegar o distintivo, tirando a arma e matando os dois mentores.

Um grupo de adolescentes ouviram os tiros, que já era aproximadamente 17:30 da tarde, e era hora do lanche da tarde, desceram para checar o que estava acontecendo, e, foi questão de minutos, para o mesmo grupo voltarem correndo e gritando para todos correrem por que tinha um homem atirando. Algumas pessoas se esconderam em barracas, na cafeteria, e vários jovens fugiram correndo para a floresta, se dispersando do atirador, chegando a um penhasco que dava de frente para a “prainha” como eles chamavam, mas era o mar envolta da ilha.

Quando Anders, aparece na janela da cafeteria, onde tem um grupo de 15 pessoas agachadas se escondendo do atirador, e só dava para ver o uniforme de policial, ele olha diz para todos ficarem calmos, que ele foi para proteger eles, pediu para eles não saírem de lá, pois ele precisava ver se estavam todos em segurança. Ele volta em alguns segundos depois, entra na cafeteria e mata todos, Behring deu mais de um tiro em cada jovem para certificar de que estavam mortos.

Em seguida, saiu andando pelo acampamento matando todos em seu campo de visão, como ele já tinha treinamento de tiro, a maioria dos jovens mortos foram encontrados com um tiro na cabeça. Enquanto atirava nas pessoas, gritava que todos eram marxistas, e que a Noruega não ia se perder, que todos eram nacionalistas, que não deveriam ter imigrantes e refugiados na Noruega e que eles apoiavam o islamismo.

Os sobreviventes acharam que estava sendo um treinamento, que se um dia acontecesse de verdade como eles reagiriam. Ele atirou em três pessoas que estavam tentando fugir nadando pelo mar, e alguns jovens no barranco perto do mar, se escondiam deitados nos corpos dos amigos mortos. Assim, Anders, não tinha como conferir se estavam mortos ou não. Ao todo, ele ficou 1 hora e 12 minutos atirando na ilha.

Anders perto da “prainha”

Marius Hoft, de 19 anos na época, conseguiu despistar e se escondeu no penhasco com seu amigo Andreas Dalby Groennesby, de 17 anos que acabou caindo e morrendo.

Marius Hoft escondido

Hoft disse ao tribunal “Breivik estava em cima de mim, matando pessoas” “Comecei a chorar e decidi esperar na encosta até perceber que estava seguro. Eu queria sobreviver e pensava na minha mãe”, completou o jovem. Muitos foram atingidos e mortos, outros somente feridos, ao todo foram 69 mortes em Utøya.

Quando a polícia chegou à ilha de Utøya, prendeu, além de Breivik, Anzor Djoukaev, um inocente sobrevivente de 17 anos que representava a filial do condado de Akershus da Liga de Trabalhadores Juvenis da Noruega naquele acampamento. Foi considerado suspeito de ser cúmplice por causa do corte de cabelo que era diferente daquele que aparecia em seu documento de identidade e porque ele não reagiu iguais os outros sobreviventes com as mesmas lágrimas e histeria.

Anzor Djoukaev

Anzor Djoukaev foi mantido sob custódia das autoridades por dezessete horas sendo interrogado sem a presença de seu advogado e sem ser permitido avisar sua família para informar que havia sobrevivido. O jovem acabou sendo liberado quando as autoridades policiais foram obrigadas a reconhecer seu grave erro procedimental.

Em 25 de julho de 2011, foi dado início ao julgamento de Anders Behring Breivik pelo Tribunal Distrital de Oslo. A polícia tinha receio de que Breivik usasse sua audiência como uma oportunidade para se comunicar com possíveis cúmplices. Por conta disso, a audiência inicial foi fechada para a mídia e todos os demais espectadores.
Ele admitiu todos os crimes, mas, mesmo assim, se declarou inocente, afirmando que o massacre foi necessário de acordo com suas convicções ideológicas. Confessou também que começou a planejar o atentado aos 23 anos de idade. Seu objetivo principal durante os procedimento jurídicos era que ele não fosse considerado insano ou psicótico, pois isso, em sua visão, faria como que o significado de sua “mensagem” se perdesse.

No dia do atentado o terrorista publicou na internet um manifesto da sua ideologia de extrema-direita com obras e informações em uma coleção de textos. Em suas escritas, Anders Breivik fala e expressa suas visões do mundo que incluem: conservadorismo cultural radical, ultranacionalismo, contra o islamismo, homofobia, racismo e antifeminismo. Ele também considera o marxismo cultural e o Islã como as duas maiores ameaças ao cristianismo.

Um dos seus julgamentos, Anders, levantou e fez saudação nazista

Em 24 de agosto de 2011 Breivik finalmente foi considerado como ciente dos seus atos e o tribunal argumentou que o atirador sofre de transtorno de personalidade, e não de psicose, foi condenado à cumprir uma sentença de 21 anos de prisão em regime fechado, uma pena que pode ser repetidamente prolongada a cada 5 anos, desde que o terrorista ainda seja considerado uma ameaça à sociedade. Esta é a sentença máxima permitida pela lei norueguesa, e a única maneira de sobrevir uma espécie de prisão perpétua.


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