Caso da adolescente de 16 anos que estava bêbada e foi estuprada por 30 homens que formaram fila para violá-la


O que era para ser uma viagem de férias tranquila com uma amiga se tornou um pesadelo para uma adolescente de apenas 16 anos. Elas resolveram passar alguns dias numa cidade turística da Costa do Golfo de Aqaba, chamada Eilat, localizada em Israel. Durante a viagem, ela e a amiga se encontraram com um grupo de conhecidos e marcaram para sair em uma noite para beberem e se divertirem, e foi aí que começou o crime.

Em dado momento, a adolescente foi usar o banheiro de um quarto no hotel, já embriagada, e foi seguida por um dos agressores, já com intenção de estuprá-la. No processo movido contra os agressores, que corre em segredo de justiça, há gravações do corredor que mostram uma fila de espera para estuprá-la. Os 30 homens se revezaram para entrar no quarto e praticar os atos sexuais com a adolescente embriagada e sem condições sequer de sair dali. Ainda não se sabe se ela chegou a engravidar ou pegar alguma IST (Infecção Sexualmente Transmissível), mas assim que foi encaminhada para o hospital, todos os procedimentos pós-estupro foram feitos. A imprensa israelense não teve acesso aos exames.

Hotel em Eilat, onde ocorreu o estupro

A sua amiga testemunhou a maior parte do estupro, mas foi ameaçada pelos homens durante todo o tempo e não pôde fazer nada para ajudar. A imprensa relatou que nas gravações – que estão em poder da justiça – os agressores entram e saem à medida que o estupro coletivo é realizado e já conseguiu identificar alguns dos homens. A menor de idade apresentou a denúncia oficialmente no dia 14 de agosto, dois dias após o crime, de acordo com seu depoimento à delegacia local de Eilat. Após o caso ser noticiado pela imprensa, vários protestos foram realizados na última quinta-feira (20), pedindo punição aos estupradores, bem como assistência médica, mental e jurídica à vítima, visto que além do abuso sexual, um dos homens mandou mensagem para a adolescente ameaçando vazar fotos e vídeos dela sendo estuprada.

De acordo com o jornal El País “dos mais de 1.250 casos de estupro grupal denunciados em Israel durante os últimos cinco anos, a polícia só abriu 84 investigações formais”. Os dados foram levantados pela Associação de Centros de Atendimento a Mulheres Estupradas.

Até o momento, apenas dois homens de 27 anos foram presos como suspeitos pela polícia. A advogada de defesa de um deles mandou uma nota à imprensa, onde o agressor disse não ter ajudado a menina por temer os outros homens. “Não pôde impedir que aproximadamente trinta homens mantivessem relações [contra sua vontade] com a menor, já que tinha medo deles”. A delegacia chegou a criar, inclusive, uma divisão especialmente para lidar com o caso, visto a gravidade do abuso e o número de homens envolvidos na agressão sexual contra a garota.

Parte da cidade em que a adolescente foi violada

Um dos suspeitos chegou a dizer que não foi estupro, pois a vítima de apenas 16 anos consentiu ter relações sexuais com 30 homens enquanto estava embriagada. O depoimento dela, da amiga, os vídeos e fotos encontrados nos celulares dos agressores e as filmagens da câmera de segurança o contradizem. Após quase duas semanas do estupro coletivo, a maioria dos agressores ainda nem foi indiciada.

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