O caso de Liana Friedenbach, Felipe Caffé e o assassino Champinha

Liana Bei Friedenbach nasceu no dia 6 de maio de 1987, em São Paulo. Ela era filha do advogado Ari Friedenbach. No ano de 2003, Liana passou a estudar no renomado Colégio São Luís, foi nesse local que ela conheceu Felipe Caffé, um jovem nascido em 1 de julho de 1984.

Os dois se aproximaram bastante na escola e começaram o namoro em meados de setembro do mesmo ano, segundo o pai o relacionamento não era proibido. Perto de novembro de 2003, Liana e Felipe decidiram viajar juntos, porém os pais de Liana não queriam deixar ela viajar sozinha com o namorado.

Liana então disse aos pais que viajaria com um grupo de jovens da igreja para Ilhabela e disse que Felipe a levaria para o local onde o grupo sairia. Felipe buscou ela na sua casa e eles passaram a madrugada da sexta no vão do MASP em São Paulo, no sábado pela manhã eles foram de ônibus até Embu-guaçu no interior de São Paulo.

O pai de Liana ligou para ela no dia 1 de novembro e ela confirmou que estava no ônibus indo para Ilhabela, ele estranhou o silêncio do ônibus, mas ela disse que os jovens estavam dormindo. A família de Felipe sabia que ele ia acampar, porém eles pensavam que ele iria com amigos.

O jovem casal decidiu acampar em um sítio abandonado, algumas pessoas os viram vagando pela região e perceberam que a menina não era dali. Naquela mesma cidade onde eles estavam, morava um adolescente de 16 anos chamado como Roberto Aparecido Alves Cardoso, o Champinha.

Champinha nasceu em 1986, na cidade de Embu-Guaçu. Sua infância foi pobre, sua mãe era dona de casa e seu pai aposentado. Desde novo ele apresentava sinais de psicopatia e chegou a ser acusado de assassinar um morador de rua, caso que não foi comprovado.

Champinha e seu amigo Paulo César da Silva Alves, o Pernambuco, viram o casal em um determinado momento e decidiram assaltá-los. Eles foram até o local onde estava a barraca e atacaram, ao perceberem que não havia muito dinheiro, eles decidiram sequestrá-los

Os quatro foram para a residência de um comparsa chamado Antonio Matias. Liana tentou convencer os criminosos a pedir resgate, segundo ela a sua família era rica e pagaria o que fosse pedido. Felipe, por outro lado, não vinha de uma família tão abastada.

Liana foi estuprada por Pernambuco, enquanto Felipe permanecia em quarto separado, eles  perceberam que apenas ela era a peça importante no sequestro. Eles foram até o meio do mato e Champinha ficou com Liana, enquanto Pernambuco foi com Felipe pelo caminho e o matou com um tiro na nuca. 

Liana ouviu o tiro e questionou o que havia ocorrido, porém Champinha disse que tinham deixado o namorado ir. Liana, percebendo o que havia ocorrido, ficou em estado de choque. Eles então se mudaram para a casa de Antônio Caetano e Pernambuco fugiu para Petrolina, neste local Champinha estuprou Liana.

No dia que o grupo de jovens deveria chegar do passeio, o pai de Liana decidiu ir buscá-la, ao chegar lá ele percebeu que não tinham pais de outros jovens. Ele decidiu ligar para uma amiga dela, que contou que ela tinha ido acampar com Felipe.

O pai foi para Embu-guaçu e acreditando que o casal estava perdido contatou o COE (Comando de Operações Especiais), que deu início a uma busca na região. Eles encontraram a barraca dos jovens, e o pai reconheceu os pertences da garota.

No terceiro dia de cativeiro, o dono da casa onde eles estavam escondidos apareceu. Champinha apresentou Liana como sua namorada e a ofereceu para Antonio Caetano e para Aguinaldo Pires, e ela foi estuprada por ambos.

O irmão de Champinha ao saber que a polícia estava na região buscando por um crime, foi até ele e viu Liana, mas Champinha disse que a garota era sua namorada e que a levaria para a rodoviária. O irmão de Champinha desconfiou, porém ele tinha medo dele, os comparsas de Champinha também o temiam.

No dia 5 de novembro, Champinha levou Liana para o matagal onde haviam matado Felipe, lá ele tentou degolá-la, porém falhou e desferiu golpes no tórax, na cabeça e nas costas. A garota morreu de traumatismo craniano. 

Um mateiro que trabalhava na região decide oferecer ajuda para procurar Liana, ele então liga para o pai de Liana falando que tinha encontrado um homem bêbado que era comparsa de Champinha. Esse homem foi colocado sob custódia e acabou revelando o que tinha acontecido 

A polícia então entrou em contato com Champinha, ele disse que sequestraram o casal para pedir resgate, disse também que Pernambuco havia matado Felipe e que ele estava com Liana. Champinha também indicou o local onde estava o corpo do jovem.

Após ser pressionado pela polícia, por conta das várias contradições na sua história, Champinha acabou admitindo que Liana já estava morta. O julgamento do caso ocorreu em 2006, Aguinaldo Pires foi condenado a 47 anos e três meses de reclusão por estupro.

Antônio Caetano da Silva recebeu 124 anos de reclusão por diversos estupros e Antonio Matias foi sentenciado a 6 anos de prisão e um ano, nove meses e 15 dias de detenção por cárcere privado, favorecimento pessoal, ajuda à fuga dos outros acusados e ocultação da arma do crime. 

Pernambuco pegou 110 anos e 18 dias por homicídio qualificado, sequestro, estupro e cárcere privado. Champinha, por ser menor de idade, não foi julgado em um tribunal de Júri, ele foi condenado a três anos na Fundação Casa.

Um laudo médico apontou que Champinha tinha transtorno de personalidade antissocial e leve retardo mental. Segundo médicos, ele sofreu uma hipóxia quando nasceu e isso provocou danos. Champinha não poderia passar mais do que 3 anos preso por conta do crime, visto que era menor de idade.

Champinha foi julgado como inimputável e só continuou preso por conta de uma “gambiarra jurídica”, após um laudo alegando que ele era inapto para convívio em sociedade e de que ele era perigoso, ele foi para a Fundação Experimental de Saúde.

No ano de 2019, Champinha fez um enfermeiro de refém em uma tentativa de fuga. Ele ainda permanece na Fundação e só poderá ser solto se um laudo médico comprovar que ele está apto para viver em sociedade

A mãe de Felipe recebeu uma indenização de 40 mil reais, por conta do uso da imagem de seu filho morto em um documentário sobre o crime. Apesar do documentário ainda estar disponível, a imagem de Felipe foi removida. 

3 comentários em “O caso de Liana Friedenbach, Felipe Caffé e o assassino Champinha

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  1. Alguém sabe onde fica localizado esse Sitio do Lé e essa fazenda Boa Esperança? Não há informação nenhuma sobre isso na internet… dizem que os corpos foram encontrados em Juquitiba e que ao desembarcar do onibus eles andaram cerca de 4 quilometros pra chegar no Sitio do Lé… a comunidade Santa Rita fica bem na divisa de Embu com Juquitiba… Eu acho que tudo aconteceu em Juquitiba e não em Embu-guaçu…

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