O Caso da Família Pesseghini

Em 2013, uma família foi assassinada em sua casa. O casal de policiais, Luis e Andreia, a mãe de Andreia, Benedita, e sua irmã, Bernardete, foram mortos a tiros. O último membro da família que morreu foi Marcelo, de 13 anos, filho do casal.

Marcelo, Luis e Andreia.

Luís Marcelo Pesseghini, foi morto com um tiro atrás da orelha esquerda, mas a arma não foi encostada em sua cabeça. Luís demorou um pouco para morrer, segundo laudo.

Luis Marcelo ao lado de seu filho.

Andréia Pesseghini, levou um tiro na nuca que veio de cima para baixo pois estava ajoelhada em frente à cama. Ela morreu na hora. A avó do menino, Benedita de Oliveira Bovo, levou um tiro à queima roupa na boca. Ela também agonizou antes de morrer.

Andreia ao lado de seu filho.

A tia-avó, Bernadete Oliveira da Silva, morreu com dois tiros. O primeiro atingiu o rosto, um pouco acima do maxilar. O disparo foi feito a uma distância entre 50 e 75 centímetros. O segundo acertou a região entre o nariz e a boca. Ela também agonizou antes de morrer.

Após a investigação da polícia, foi descoberto que depois dos pais de Marcelo morrerem, o garoto, pela manhã, foi até sua escola utilizando o carro dos falecidos pais. O veículo foi deixado na rua e o menino caminhou sozinho até a escola, onde assistiu a aula normalmente.

Marcelo Pesseghini indo a escola.

No fim da aula, Marcelo foi deixado na porta de casa, pelo pai de um colega cujo ofereceu carona. Um amigo dele disse que ele pretendia ser um policial como o pai, mas ultimamente tinha apresentado um “comportamento estranho”.

Outro garoto disse que Marcelo tinha planos de matar os pais e depois fugir no carro da família. O colega afirmou também que Marcelo pretendia ser “matador de aluguel”. Os tiros não foram ouvidos pelos vizinhos. Não havia sinais de resistência das vítimas nos aposentos.

Assim que Marcelo chegou em casa, ele, supostamente, atirou na própria cabeça. A bala entrou do lado esquerdo e saiu do lado direito, pouco acima da orelha. A arma estava encostada na cabeça e ele morreu na hora.

Marcelo Pesseghini.

Em sua mochila foi encontrada outra arma de fogo, que pertencia ao avô, e uma faca.

• Marcelo teria sido o autor e depois se suicidou? Para que esta hipótese seja verdadeira – e pode ser – vários fatos teriam que ter ocorrido.

Marcelo teria que se assegurar que todos estariam dormindo e também que o primeiro tiro não despertaria ninguém em casa. Seus pais eram policiais treinados e depois do primeiro tiro, os demais acordariam.

Teriam a família Pesseghini tomado veneno ou tranquilizantes para que todos estivessem dormindo no mesmo instante para não acordarem com o barulho?

Depois de matar a família, seria fácil sair de casa e consumar o plano, mas contrariamente, ele foi para a escola, e pode ter voltado para casa para realmente se matar. Um tiro de uma “.40” causa um estrago no cérebro, impulsionando-o para o lado do sentido do movimento da bala.

Se ele o fizesse estando sentado ou em pé, o corpo não ficaria “arrumado”. O braço esquerdo estaria afastado do corpo e torcido. A arma seria impelida pelo tranco numa direção e a cabeça na direção contaria. As vítimas foram mortas por terceiros, o que exclui Marcelo como autor.

Nessa hipótese, e como os vizinhos não ouviram os tiros, também não devem ter escutado qualquer veículo nas imediações, e mesmo por volta das seis ou sete da manhã, o carro dos pais de Marcelo não pareceria estranho ao dirigir-se à escola. No caso, alguém poderia estar dirigindo.

O menino, segundo familiares, queria ser policial, em oposição aos comentários que teria feito com o seu amigo de escola, segundo o qual, queria matar os pais e ser um matador de aluguel.

Talvez por vingança, ou queima de arquivo, algum criminoso ou até um policial poderia ter entrado na casa e atirado com abafadores de som (podendo ter sido mais de um). Isso explicaria porque os vizinhos não ouviram os tiros.

É possível que Marcelo tenha aberto a porta. Só há uma vítima que não estava acordada: a mãe de Marcelo, Andreia, que morreu de joelhos em frente à cama. Ela pode ter sido a primeira a ser atingida, por estar acordada.

Isso explicaria a hipótese de todas as demais vítimas estarem dormindo, não dopadas. Tiros certeiros (como devem ter sido a julgar pela posição arrumada do corpo de Marcelo) denotam que o autor é um exímio atirador, coisa que o Marcelo, aparentemente, não era.

Para confundir as investigações, mandam Marcelo à escola sob a promessa de que garantiriam sua sobrevivência se o fizesse, mas na volta para casa, atiraram nele, o que explicaria o motivo de Marcelo não apresentar vestígios de pólvora nos dedos.

Explicaria também o porquê Marcelo foi encontrado com a arma na mão esquerda, o colocando como canhoto, contrariamente às afirmações de familiares de que ele era destro.

Ao analisar as fotos da sala em que eles foram encontrados mortos, afirmar-se que a posição do corpo dele é compatível com a de um assassinato. Há muita clareza nas posições dos corpos, que mostram que os três foram assassinados.

Ao fazer os cálculos de corpos com estatura semelhantes à da mãe e do filho, podemos observar que todos foram mortos por outra pessoa.

O médico legista questionou porquê a equipe de criminalistas não realizou exame em microscópio para observar resíduos dos tiros na derme e na epiderme do garoto. Foram feitos somente a lavagem das mãos em soro, mas deviam ter retirado pedaços da pele para investigar.

Andreia estava para denunciar um esquema criminoso que envolvia policiais e Marcelo, como suspeito de matar os pais, a avó, a tia-avó e depois se suicidar, teria mudado de comportamento antes dos crimes, de acordo com os depoimentos ouvidos no inquérito.

Duas semanas antes das mortes, no dia 5, na residência da família na Brasilândia, zona norte de São Paulo, Marcelo teria apontado a arma do pai para parentes e tentado ir à escola vestindo uma touca ninja. Um dos amigos do único suspeito pelo crime chorou no depoimento.

Amigos disseram que ele criou no colégio um grupo chamado “Os Mercenários”, que defendia os assassinatos dos pais e de pessoas importantes, baseado em jogos de violência. Desde o início das investigações, essa foi a primeira vez que alguém revelou as palavras de Marcelo.

Um dos amigos disse que se arrependeu de não ter feito nada para evitar o “possível suicídio” de Marcelo. Um dos alunos afirmou que ele o perguntou: “Se eu morrer, você vai sentir minha falta?”. O caso nunca foi oficialmente solucionado e não se sabe o que realmente aconteceu.

Uma coisa que chama bastante atenção na cena de crime: o corpo de Marcelo, em uma das imagens tiradas na cena do crime, estava com roupa. Já em outra, ele está sem as roupas e a posição do corpo foi trocada, o que indica que a cena de crime foi alterada.

Andreia Regina Pesseghini Bovo, a mãe de Marcelo, aos 36 anos, havia denunciado policiais criminosos que estariam atuando em roubo de caixas eletrônicos alguns meses antes do crime.

Foi afirmado que poucas pessoas sabiam das denúncias feita por Andreia e a informação não chegou a nenhuma conclusão, mas policiais foram transferidos para o setor administrativo e até para outros batalhões.

O laudo feito por Sanguinetti, médico legista, revelou que a mão esquerda de Marcelo apresentou na região palmar, equimoses, contusões resultantes de ação traumática por objeto contuso. Lesões de defesa, indicando que o Marcelo tentou resistir de uma agressão.

Ele também tinha lesões no antebraço esquerdo e no punho. Segundo a polícia, o filho do casal de policiais queria se tornar um assassino de aluguel. Por esse motivo, executou com um tiro na cabeça cada um dos parentes enquanto dormiam.

A investigação do caso foi arquivada quando a polícia concluiu que Marcelinho, como era chamado, matou sua família e se suicidou em 5 de agosto de 2013, utilizando o vídeo que o mostra indo para a escola como um dos pontos para acreditarem no assassinato seguido de suicídio.

Em 2017, a advogada da família pediu a reabertura da investigação, afim de fazer com que a polícia procurasse novos suspeitos e provasse a inocência de Marcelo, alegando que o vídeo possuía falhas, como repetição de cenas. Porém, até os dias de hoje, o pedido não foi atendido.

Para a investigação, como Marcelinho se matou em seguida, o caso foi encerrado e arquivado sem responsabilizar mais ninguém. Um laudo psiquiátrico indicou que o garoto sofria de uma doença mental, agravada pela influência de jogos violentos, como por exemplo, video games.

Perfil do Marcelo Pesseghini no Facebook.

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