Caso Ísis Helena


De acordo com a advogada, pelo tamanho da arcaria dentária e as medidas do crânio, é praticamente impossível que o cadáver seja da criança


A Polícia Civil de Mogi Guaçu no interior de São Paulo, informou que finalizou a investigação sobre o desaparecimento da pequena Ísis Helena de 1 ano e 10 meses. A criança sumiu no início de março deste ano e o corpo foi encontrado no dia 29 de abril. A mãe da garota confessou a autoria do crime e está presa preventivamente.
Registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade de Mogi, o caso foi apurado pela unidade especializada e, posteriormente, transferido para a delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Mogi Guaçu, que, juntamente à Delegacia Seccional, prosseguiu com as apurações.
O trabalho investigativo e de inteligência das forças policiais analisou as imagens de câmeras de segurança e ouviu testemunhas, conseguindo prender temporariamente, no dia 17 de abril, a mãe da criança. No dia 28 de abril, Jennifer Natália Pedro, de 21 anos, confessou o crime e revelou o local onde o corpo estava escondido.
Com autorização judicial, Jennifer Natália voltou para Itapira – SP, acompanhada de investigadores, delegados, médico-legista e agentes penitenciários. Na manhã do mesmo dia, o corpo foi localizado às margens do Rio do Peixe. “A criança foi enterrada nua. Ela (a mãe) tirou sua roupa, fralda, jogou no rio, e a colocou (a criança) no buraco de barriga para cima”, conta o delegado seccional, José Antônio de Souza. Ele ainda completou: “Hoje, o Ronaldo (policial) começou a bater a chibanca (um tipo de picareta), limpou com a mão, e ali estava o crânio da criança”, concluiu.
Ainda de acordo com o delegado, com o uso de uma colher de pedreiro que foi apreendida, Jennifer abriu a cova. Ela confessou que levou a colher dentro de uma sacola plástica, juntamente com um refrigerante de menos de 2L, para beber ao final de tudo.
O caso foi encerrado e o inquérito policial (IP) relatado com pedido de prisão preventiva da mãe de Ísis Helena, que foi indiciada por homicídio doloso (quando há intenção de matar), por omissão com dolo eventual e ocultação de cadáver. Jennifer deverá ser transferida para a Penitenciária Feminina de Tremembé – SP.
Na última quinta-feira (eu tentei procurar a data mas não achei), a advogada de Jennifer, Luíza Helena Sanches, revelou que o laudo feito por um perito contratado pela família da ré está inconclusivo. Para a advogada, o perito apontou muitas adversidades no cadáver que Jennifer enterrou.
“Muitas coisas não condizem, como por exemplo, o tamanho da arcada dentária do corpo. Muitas outras coisas o perito conseguiu constatar que podem não ser da menina Ísis Helena. O laudo do IML ainda é inconclusivo, ele não foi terminado. Tem uma grande possibilidade deste corpo não ser da criança”, declarou a advogada.
De acordo com Luíza, pelo tamanho da arcaria dentária e as medidas do crânio, é praticamente impossível que o cadáver seja da criança. “Às vezes tem uma pessoa presa, pagando por alguma coisa que não cometeu”, concluiu Luíza.
Segundo o jornal Gazeta Itapirense, um teste de DNA foi feito, porém, ainda não foi divulgado. O resultado deste exame pode colocar um fim nesta polêmica envolvendo o cadáver encontrado. Ou talvez, dê início a outra grande polêmica.

Foto/Reprodução: Arquivo Pessoal.

Post feito por Rute Moraes.

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