O Caso Dee Dee e Gypsy


Gypsy nasceu em 1991, fruto do casamento entre Dee Dee Rose e Rod, que se separaram quando ainda era muito pequena. Desde nova Gypsy já sofria com diversas doenças, de acordo com sua mãe, que havia sido enfermeira e a levava ao médico alegando problemas.

Sendo assim, passou a infância sendo medicada. Elas se mudaram algumas vezes ao longo dos anos mas acabaram indo morar em Springfield, Missouri, no meio-oeste dos Estados Unidos. A casa foi doada pela ONG Habitat for Humanity e era adaptada para atender as necessidades especiais.

Dee Dee não trabalhava e cuidava de sua filha doente em tempo integral. Sua renda vinha por ajuda de ONG’s, de doações e uma pensão que o pai de Gypsy mandava todo mês.

Dee Dee alegava que a sua filha sofria de várias doenças, entre elas: degeneração muscular, epilepsia, asma, defeitos nos cromossomas, apneia do sono e leucemia.

Em 14 de Junho de 2015, uma postagem foi publicada no facebook da Dee Dee que dizia: “A vadia está morta.”

Alguns amigos interpretaram como uma invasão de hacker, mas alguns minutos depois, a pessoa que estava usando o facebook da Dee Dee comentou no próprio status: “Rasguei aquela porca gorda no meio e estuprei a sua filha inocente, porra… Os gritos dela eram altos para caralho.”

Alguns vizinhos foram ver o que estava acontecendo. Bateram em todas as janelas e portas, deram voltas ao redor da casa mas ninguém atendeu. Enquanto isso, Kim, que era amiga da família e viu a publicação, ligou para polícia e foi com o seu marido, David, até a casa das duas

Como os policiais não podiam entrar na casa sem um mandato, David quebrou uma das janelas e logo ao entrar viu que tinha algo de errado. O corpo de Dee Dee foi encontrado esfaqueado no quarto onde as duas dormiam e indícios mostravam que o crime havia acontecido há dias.

Gypsy não estava na casa. Assim, o mistério ganhou vida. Uma amiga e vizinha de Gypsy, Aleah Woodmansee, disse aos policiais que Gypsy havia lhe contado que tinha um namorado secreto online. Ela disse que eles tinham se conhecido em um site de namoro para católicos.

Eles conversavam através de um perfil secreto que Gypsy havia criado no Facebook, se correspondiam por mensagens há dois anos. A polícia rastreou o IP a partir da publicação do Facebook e encontraram o endereço do namorado, Nicholas Godejohn.

O casal foi surpreendido pela polícia na casa de Nicholas, que rapidamente se rendeu. O assassinato foi planejado por Gypsy e o namorado. Ela pedia que ele matasse a mãe e ele respondia que era implacável, e que seu ódio por ela a forçaria a morrer.

O namorado, porém, não tinha antecedentes agressivos, apenas uma prisão por conduta indecente em público. Depois de esfaqueada, Dee Dee quase foi estuprada pelo namorado de Gypsy, que implorou para que ele não o fizesse.

Logo, ele concordou pois ela aceitou a proposta de fazer relações sexuais com ele. Ambos fugiram e se hospedaram em um hotel. Gypsy estava com 18 anos na época do crime, e estava desaparecida.

O pai de Gypsy, Rod Blanchard, explicou que a menina nasceu saudável, mas que aos seus três meses Dee Dee se convenceu de que a filha tinha apneia do sono e que pararia de respirar no meio da noite. Era apenas o início de uma série de mentiras.

A mãe sempre encontrava algo de errado com Gypsy e o número de problemas de saúde diagnosticados por ela mesma aumentava mais. Quando passou a receber ajuda do governo e de instituições, seu apetite aumentou. Ganharam até viagens gratuitas para a Disney, prêmios e brinquedos.

Dee Dee tinha mentido durante anos sobre o estado de saúde da filha para médicos e amigos e ela mudava de cidade ou de médico sempre que alguém começava a desconfiar de algo, assim como dizia que muitos dos exames de Gypsy haviam se perdido durante o furacão Katrina.

Gypsy foi operada nos olhos várias vezes, foram colocados tubos nos ouvidos dela por supostas infeções e comia à base de “comida de astronauta” até perto dos 20 anos. A garota era obrigada a comer por uma sonda alimentar, e até perdeu dentes por causa de tudo que era submetida.

Gypsy era obrigada a estudar em casa, não podendo frequentar a escola. Tinha cerca de 1,50 de altura, estava sempre vestindo roupas de princesas e chapéus coloridos. Ninguém sabe como Dee Dee convenceu os médicos a fazer tais procedimentos ou até mesmo a medicá-la tão fortemente.

Com evidências médicas de abuso contra a Gypsy, os advogados conseguiram negociar um acordo judicial em que ela seria culpada de assassinato em 2º grau e receberia a sentença de 10 anos, podendo ser solta em 2024. Nicholas assumiu esfaquear Dee Dee e foi pegou prisão perpétua.

Dee Dee também sofria com a chamada “Síndrome de Münchhausen”, uma doença mental em que o indivíduo, de forma compulsiva, deliberada e contínua, causa, provoca, inventa ou até simula sintomas para uma determinada pessoa. Isso também pode ser classificado como uma forma de abuso.

Indicações extras: Para quem se interessou e quer conhecer mais detalhes, nós recomendamos o documentário “Mamãe querida e morta” da HBO, disponível gratuitamente e dublado no Youtube: http://youtu.be/R90KM6Ub4TI, assim como a série “The Act”, inspirada no caso.

Tem interesse em assistir a série “The Act” mas não sabe onde? No link abaixo contém tudo completo!


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