Barbie & Ken Serial Killers: Karla Homolka e Paul Bernardo

O casal sadomasoquista e pedófilo que cometeu cerca de 30 estupros, vários sequestros e homicídios de jovens. Sendo culpados inclusive pela morte da própria irmã de Karla, que tinha apenas 15 anos quando foi abusada por eles.


Paul Bernardo, nascido em 27 de Agosto de 1964 — Toronto, era de uma família classe média, com dois irmãos mais velhos e um pai violento, o qual suspeita-se que abusava sexualmente da própria filha, a mãe sofria de depressão e abandonou todos para viver isolada no porão de casa.

Paul era um ótimo garoto. Porém, na adolescência, acabou descobrindo que seu “pai” de verdade era um homem com quem sua mãe havia tido um breve relacionamento. Ele começou a odiar a mãe, a considerava uma vagabunda por trair o “pai”, que também já via como um pervertido sexual.

O adolescente que antes era escoteiro, foi para o grupo dos bad boys, machões e infratores. Dizia odiar mulheres, gostava de tratá-las com desprezo e manipulação. Estava em bares todas as noites, e desenvolveu fantasias sexuais na época em que começou a cursar a Universidade.

Ele se atraia por mulheres submissas e sexo anal forçado, gostava de humilhar suas parceiras em público e as espancar quando estavam sozinhos. Começou a contrabandear cigarros pela fronteira do Canadá com os Estados Unidos para vender. Se formou, e foi contratado como contador.

Karla Homolka, nascida no subúrbio em 4 de Maio de 1970 — Toronto. Tinha duas irmãs mais novas, Lori e Tammy. Era assistente de veterinária, boa aluna, sonhava em se casar com um jovem rico. Até que em Outubro de 1987, conheceu Paul e iniciou-se uma paixão obsessiva.

Amigos dizem que o comportamento dela mudou após isso, ela tornou-se submissa ao extremo à Paul. Ele escolhia tudo o que ela dizia, vestia, fazia e até ouvia, inclusive à influenciou até desistir de fazer faculdade, dando preferência a se casar e ter filhos ao lado do namorado.

Em meados de 1990, ficarem noivos, e os pais de Karla – com 17 anos – propuseram que Paul – com 23 – se mudasse para a casa deles, fazendo com que os noivos pudessem se ver mais do que 2 vezes por semana, já que ele morava longe. Logo, ele se mudou para a casa da família Homolka.

Paul mesmo estando casado, cometia estupros ocasionais com outras jovens. Karla sabia de tudo e encorajava o sadismo, dizendo que ficava feliz quando ele relatava tais crimes, pois o que queria era fazê-lo “feliz”. Após um tempo, passou também a acompanhá-lo nos crimes sexuais. Já que Karla tinha conhecimentos com sedativos, e acesso a eles na clinica veterinária onde trabalhava, foi fácil conseguir o necessário para dopar Tammy com halotano, anestésico inalado por animais antes de cirurgias. O difícil foi saber a dose para a irmã não reagir ao estupro.

O plano era Karla colocá-lo em uma roupa e segurasse sob a face de sua irmã, acompanhando a respiração. No natal daquele ano, Paul filmou com sua câmera o jantar da família Homolka, mais tarde, deu para Tammy vários aperitivos com o sedativo diluído neles. Ela adormeceu no sofá. O crime foi filmado durante todo o tempo em que a irmã foi estuprada via vaginal e anal. Karla segurava o anestésico sob a face dela, e Paul ordenava que ela também fizesse “carícias sexuais” na vítima. Tammy acabou começando a vomitar de forma incontrolável, do nada. Karla a levantou de cabeça para baixo, tentando limpar a garganta, mas ela não reanimava e eles não obtiveram sucesso, então eles a vestiram, esconderam as drogas e a câmera e chamaram uma ambulância. Os pais só souberam que havia algo errado quando a sirene chegou a sua porta.

A garota morreu, e o casal fez a família acreditar que ela havia morrido de um choque acidental, causado por seu próprio vômito. Paul acabou acusando Karla pela morte da irmã. Já que ela estava morta, Paul pediu para a que Karla arrumasse alguém bem jovem e também virgem.

Uma fotografia pós-morte de Tammy Lyn. As violentas queimaduras químicas e vermelhas em volta da boca, nariz e no rosto não pareceu chamar a atenção de nenhum dos médicos ou policiais. O legista disse que sua morte foi acidental e fechou o arquivo três meses depois.

[Fotografia pós-morte de Tammy Lyn]

Em 14 de junho de 1991, Leslie Mahaffy, de 14 anos, desapareceu. Quinze dias depois, um casal de pescadores encontrou o corpo no lago Gibson, quando uma represa foi aberta e baixou o nível da água em três ou quatro metros. Perto do limite, repararam um bloco quebrado de concreto. Dentro de um pequeno reservatório criado pelo próprio bloco sob a laje, encontraram duas pernas. A polícia foi chamada, e localizaram cinco blocos de concreto envolvendo as partes de um corpo. As próximas partes que foram encontradas eram os pés, o torso e braços, todos cortados.

[Leslie Mahaffy]

Em Julho, Rachel Ferron, de 21 anos, estava dirigindo a caminho de casa às 2 horas da madrugada. Ela ultrapassou um Nissan esporte dourado, que ia na direção contrária, mas pelo retrovisor, notou que o carro fez meia volta e começou a segui-la. Ao virar na rua de sua casa, o carro seguiu em frente. Uma semana depois, o Nissan reapareceu pelas ruas e ela anotou a descrição do carro e a placa: 660 HFH. Na mesma noite, quando Rachel voltou à casa do namorado, o Nissan dourado ainda a estava seguindo. Quando ele chegou, percebeu um estranho espreitando o carro de Rachel atrás de uns arbustos e resolveu ir questioná-lo, mas o homem fugiu. O casal parou uma radiopatrulha e informou ao policial sobre o acontecido, entregando a placa do veículo que a tinha seguido. Levantaram os dados no computador, e o carro estava registrado no nome de Paul Kenneth Bernardo, mas a polícia não deu atenção ao caso pois estavam ocupados com a investigação do assassinato de Leslie.

[Carro registrado no nome de Paul]

Em 30 de Novembro, Terri Anderson, 14 anos, desapareceu quando ia à escola. A garota nunca mais foi vista.

Em 29 de Março de 1992, por volta da meia noite, Lori Lazurak e Tania Berges estavam em uma cafeteria quando notaram que estavam sendo filmadas por uma pessoa que dirigia um carro esporte dourado e passava por elas repetidas vezes. Um mês se passou.

Em 18 de Abril, Lori estava dirigindo quando viu o mesmo carro novamente, o seguiu e, antes de perdê-lo de vista, anotou a placa: 660 HFH. Relatou os ocorridos à polícia, mas o caso não foi levado adiante, pois estavam novamente ocupados com outra investigação mais séria.

Crime esse que era o desaparecimento de Kristen French, uma garota popular que tinha sido sequestrada no estacionamento de uma igreja luterana, ao lado da escola em que Terri estudava. Somente os sapatos de Kristen foram encontrados abandonados no estacionamento.

[Kristen French]

No dia 30 de Abril, o corpo de Kristen foi encontrado nu em uma vala. Ela não foi desmembrada como Leslie, o que levou os investigadores a acreditarem que os assassinatos não estavam interligados. O cabelo de Kristen havia sido tosado, um sinal claro que ela sofreu degradação.

Em 23 de Maio, o cadáver de Terri foi encontrado na água, seis meses após seu desaparecimento. A causa da morte foi declarada como afogamento, em consequência da combinação de cerveja e LSD. A mãe da menina negou a possibilidade de a filha ter consumido álcool e drogas.

Depois da morte de Kristen French, o governo juntou especialistas forenses e o FBI na investigação. Uma senhora disse ter visto uma briga dentro de um carro no estacionamento da igreja. Não familiarizada com marcas, ela alegou ser um Camaro ou um Firebird, de cor creme. O detetive levantou dados dos Camaros na região. O nome de Paul apareceu outra vez nas investigações e dois policiais foram até a casa dele entrevistá-lo, e ele agiu com simpatia. Disse ter sido suspeito no caso do Estuprador da região pela semelhança física com o retrato falado. A polícia notou que Paul tinha muito boa aparência, era inteligente e cooperativo, além da casa ser limpa e organizada. Também notaram que seu carro era um Nissan e não se parecia em nada com um Camaro. Se tivessem se aprofundado nas investigações, descobririam fatos importantes.

Dos dezesseis ataques do estuprador local, oito deles foram brutais. Todos ocorreram entre Maio de 1987 e Maio de 1990, nas proximidades do local onde Paul morou com a esposa até Abril de 1991, quando o casal se mudou para St. Catharines, local onde os homicídios aconteceram.

Paul frequentemente batia em Karla que aceitava e desejava isso, mas, em Janeiro de 1993, ela foi procurar abrigo na casa de uma amiga após ele a espancar muito. Como o marido dessa amiga era policial, informou a polícia, que levou Karla para o hospital.

[Karla após sofrer agressões físicas de Paul]

Em Fevereiro, as investigações se intensificaram. A polícia entrevistou Karla, pegaram suas impressões digitais e a questionaram sobre seu relógio com o personagem Mickey Mouse, similar ao acessório desaparecido de Kristen French. Nesse mesmo mês, depois de saber do espancamento, o detetive pediu que o laboratório forense examinasse as amostras de sangue, saliva e sêmen de Paul. Os testes conclusivos combinaram 100% com os recolhidos das três vítimas do estuprador local, e Paul foi colocado sob vigilância. Depois de ser interrogada por cinco horas, Karla percebeu que a polícia já ligou o caso do Estuprador de Scarborough com os homicídios em St. Catherines. Ela ficou apavorada e contou à um tio disposto a ajudar, que o marido era estuprador e que havia assassinado Kristen e Leslie. Um advogado foi contratado, e ao perceber o envolvimento dela nos homicídios, adotou a estratégia de tentar receber algum tipo de imunidade para ela em troca de total cooperação com a polícia.

Em Fevereiro, Paul foi preso pelos estupros e os assassinatos de Mahaffy e French. Karla se afundou em analgésicos e álcool. No dia 19, a polícia executou o mandado de busca na casa do casal, onde havia várias evidências. Paul tinha um diário onde relatava detalhes de cada estupro, além de livros e vídeos sobre parafilias sexuais, pornografia e serial killers. A polícia encontrou um vídeo caseiro onde Karla aparecia em relações sexuais lésbicas com outras duas mulheres. Uma semana depois, o advogado fez um acordo com ela: cumpriria doze anos de prisão pelos dois homicídios, em três anos ela estaria em condicional por bom comportamento. Ninguém questionou, pois seu testemunho contra Paul era importante. Karla não cumpriria pena em prisão comum, mas em hospital psiquiátrico. Em troca, contaria a verdade sobre seu envolvimento nos crimes e o que sabia sobre. Em Março, foi internada para ser tratada.

Ela escreveu uma carta para seus pais, confessando o assassinato da irmã, em uma ‘brincadeira macabra do casal’. Leslie e Kristen passaram por cativeiro e tortura sexual, filmado por Paul. Eles seguiam um elaborado roteiro, como se fosse uma produção cinematográfica pornográfica. O julgamento de Karla atraiu a mídia. Seu psicólogo concluiu dizendo que ela era consciente, mas se achava impotente e incapaz de se defender, pelo medo, obedecia ao marido, que a espancava. Ela foi condenada aos doze anos de prisão, e teve imunidade no assassinato da irmã.

Em Fevereiro de 1994, o casal se divorciou. Karla estava na prisão para mulheres de Kingston, e dois meses depois, fez cursos por correspondência de sociologia e psicologia. Sua cela era decorada com pôsteres do Mickey, e seus lençóis desenhados com hpersonagens da Vila Sésamo.

O julgamento de Paul aconteceu dois anos após sua prisão. A promotoria começou mostrando um vídeo de Karla se masturbando para a câmera, o que causou grande comoção, por mostrar como Paul forçava-a fazer as coisas contra sua vontade, a ser uma escrava sexual do “Rei Bernardo”.

Karla foi testemunha, disse que usava uma coleira de cachorro, que ele inseria garrafas em sua vagina e quase a estrangulava com uma corda nas relações sexuais. Declarou que Paul cortou o corpo de Leslie em dez partes com uma serra elétrica, e guardou em concreto no porão.

Paul contou sobre a frieza dela, que, após o estrangulamento de Kristen, correu para secar os cabelos para ir em um jantar de família. Ficou claro que Karla havia manipulado as circunstâncias. As fitas do casal foram vistas pela corte e pelo júri. Público e mídia apenas ouviram. Durante o estupro de Kemmy, Karla o filmou, ele ordenou que fizesse sexo oral na irmã, depois vários “nãos”, acabou fazendo. Após o homicídio, o júri viu as cenas filmadas no quarto da falecida, onde Karla fingiu ser a irmã para terem relações sexuais entre as bonecas da vítima. Ela também foi filmada “ensinando” à vítima o que fazer para aumentar o prazer de Paul, além de ataca-lá sexualmente com uma garrafa de vinho. Leslie ficou em cativeiro por duas semanas na casa do casal, Paul saia para trabalhar e Karla ficava vigiando a garota.

Psicólogos não diagnosticaram Paul como psicótico, mas sim como parafílico, sádico sexual, voyeur (excitável ao observar pessoas), hebéfilo (atração por jovens), coprofílico (excitável por fezes), alcoólatra e com distúrbio de personalidade narcisista.

Em 1º de Setembro de 1995, Paul foi considerado culpado por todas as acusações e condenado à prisão perpétua, porém, segundo as leis do Canadá, ainda nesse ano ele pode tentar apelar para obter liberdade condicional, após cumprir mais de vinte e cinco anos de sua pena.

[Paul dentro de sua cela em uma das últimas imagens do assassino que foram divulgadas]

Karla, em Julho de 2005, foi de fato, libertada. Porém, ela não pode se casar com criminosos ou ficar em posição de autoridade ante crianças menores de 16 anos. Em 2006, mudou o seu nome oficialmente, se casou e teve um filho. Hoje, tenta ser voluntária em escolas do Canadá.

[Karla após ser libertada da prisão]

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